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domingo, 30, novembro, 2025
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‘Uma cena que não sai da cabeça’: garis relatam susto após encontrar corpo de recém-nascido em lixeira de Manhuaçu

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Garis que atuavam na coleta de lixo em Manhuaçu, no Leste de Minas, relataram o impacto emocional após encontrarem o corpo de um recém-nascido dentro de uma lixeira. O caso ocorreu na tarde de segunda-feira (15), na entrada do bairro São Vicente, às margens da BR-262.

Segundo os trabalhadores, o bebê estava envolto em uma sacola plástica e, aparentemente, ainda ligado à placenta. A Polícia Civil abriu inquérito para investigar o caso e tenta identificar quem deixou o bebê no local. Imagens de câmeras de segurança da região devem auxiliar nas diligências.

O gari Raniere Cruz lembra que era apenas mais uma etapa da coleta, até que o inesperado aconteceu.

“O dia era comum, nós trabalhando. Chegamos no penúltimo contêiner, depois no último, pressei o lixo no cocho. Aí, quando chegou em cima, apareceu o bracinho da criança. Eu fiquei assustado, quis nem ficar olhando mais não. Acabou com o meu dia isso aí”, desabafou, ainda abalado.

O colega Taycler Fernandes viu de perto o momento em que a descoberta se confirmou. O choque, segundo ele, foi inevitável.

Corpo de recém-nascido é encontrado dentro de lixeira em Manhuaçu — Foto: Jailton Pereira

Corpo de recém-nascido é encontrado dentro de lixeira em Manhuaçu — Foto: Jailton Pereira

“Parecia que ainda estava dentro da placenta, com uma sacola de plástico tampando. Na hora paramos tudo e chamamos a polícia. Foi uma cena muito difícil”, contou.

Para o motorista do caminhão, Paulo Silva, a tristeza tomou conta da equipe, mas também veio uma reflexão sobre as razões por trás daquela situação.

“A gente fica triste. Não podemos julgar uma pessoa como a mãe, porque não sabemos a situação de saúde dela, se a saúde mental estava em dia. Talvez ela precise de ajuda, de tratamento. A gente só espera que apareça e explique. É doloroso pensar nisso, mas ficamos com esse sentimento”, disse.

 

Já era final de expediente, mas Taycler contou que foi difícil encontrar forças para continuar o trabalho depois do impacto.

“Foi muito difícil seguir. Se fosse no início da rota, eu não teria condições. A cabeça fica cheia de coisas, ainda mais a gente que tem filho pequeno em casa. O coração aperta demais. Só consegui terminar porque já estava no fim da coleta. Se fosse no começo, eu não aguentaria”, revelou.

 

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