“Criou-se essa maluquice de abrir escolas médicas como se abre padaria, esse resultado não é nenhuma novidade. Nós já sabíamos que a condição era ruim, porque a Medicina tem especificidades que outras profissões não têm. Não basta ter livro, quadro, projeção ou slides. Medicina exige a relação entre mestre e aprendiz e, principalmente, contato com o paciente”, afirmou.
De acordo com dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), dos 26 cursos de Medicina avaliados na Bahia, 12 receberam nota 2, considerada ruim. Ainda assim, na avaliação do presidente do Cremeb, o cenário é ainda mais grave.
“Esse resultado é bem pior do que está sendo divulgado. Mesmo nos cursos que obtiveram nota 3, isso significa que pelo menos metade dos alunos apresentou desempenho insuficiente. Estamos diante de uma tragédia. Cerca de 50% ou até mais desses estudantes não têm capacidade para exercer a Medicina. Isso é um perigo. Essas pessoas vão atender pacientes em situações graves e não saberão o que fazer. A população corre o risco de morrer nas mãos desses pseudo-profissionais”, disparou.
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✍️ Rafael Carvalho






