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sábado, 29, novembro, 2025
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Preso alega que delegado o indiciou por crime após recusa para ‘se conhecerem melhor’; MP investiga

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Ao Sindicato dos Delegados do Piauí, o delegado Antônio Alves relatou que a declaração se trata de uma tese da defesa do detento para tentar desqualificar a investigação policial.

Durante uma audiência virtual do Fórum de Luzilândia, a 241 km de Teresina, um detento, que não teve o nome revelado, alegou ter sido indiciado por um crime após se recusar a ter um envolvimento amoroso com o delegado Antônio Alves, responsável pelo caso. O delegado, que é titular da delegacia do município, negou as acusações. A audiência ocorreu no dia 1º de abril.

Ao g1, o Ministério Público do Estado do Piauí (MPPI) informou que irá instaurar um procedimento para apurar o caso.

Conforme o Sindicato dos Delegados de Polícia Civil de Carreira do Estado do Piauí (Sindepol-PI), o delegado Antônio Alves relatou que a declaração se trata de uma tese da defesa do detento para tentar desqualificar a investigação policial.

Delegado teria entregue dinheiro ao detento

Na audiência, o preso declarou que foi indiciado após se recusar a ir para a casa do delegado. Além disso, o suspeito afirmou ter recebido quantias em dinheiro do delegado, que queria “conhecê-lo melhor”.

Antônio Alves afirmou que os valores foram pagos em uma tentativa de delação premiada, para que o suspeito revelasse nomes de criminosos. O detento negou e afirmou que o delegado estava mentindo.

⚖️A delação premiada é um acordo pelo qual um acusado pode confessar o crime e denunciar um ou mais envolvidos na mesma prática criminosa à qual responde, em troca de redução ou isenção de pena. A legislação brasileira não prevê compensação financeira para a celebração desse acordo.

O investigado contou que recebeu dinheiro de Antônio Alves pelo menos três vezes, mas nunca chegou a ir até a residência. Ainda segundo o preso, após as recusas, o delegado começou a ir até a casa dele para levá-lo à delegacia.

O investigado disse que apenas em um desses momentos teria sido ameaçado para revelar nomes de criminosos da região e, caso não contasse, poderia ser preso.

Após a audiência, a Corregedoria da Polícia Civil do Piauí e o MPPI foram comunicados das acusações e tomaram as providências cabíveis. Os órgãos não deram detalhes sobre o caso.

fonte: g1.globo.com

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