Segundo relatório da PF enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), revelado inicialmente pelo Uol e também obtido por O Fator, os programas “Mais Pecuária Brasil” e “Mais Previdência”, vinculados à Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer), ajudaram a sustentar o fluxo de recursos da fraude, que envolveu mais de 600 mil vítimas em todo o país.
De acordo com o relatório, os programas foram amplamente divulgados junto a prefeituras e cooperativas, com apoio político de parlamentares e lideranças rurais. A análise da PF mostra que Pettersen aparecia ligado institucionalmente a essas ações, o que conferia legitimidade política à captação de cadastros de segurados, dados que depois eram utilizados para processar autorizações falsas de desconto em benefícios.
“A obtenção fraudulenta de bases de dados através dos programas (‘Mais Pecuária’ e ‘Mais Previdência’) era essencial para manter o fluxo de recursos, o qual totalizou R$ 708.036.673,68. O destino final desse capital não era o associado, mas sim o escoamento imediato para empresas de fachada dos operadores financeiros (Cícero/Samuel) e, subsequentemente, o pagamento de propina aos agentes públicos de alto escalão do INSS e ao Deputado Federal Euclydes Pettersen”, mostra trecho do documento da PF.
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📷 Foto: Júlio Dutra / Republicanos






