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Nanuquense ex-assessor de Davi Alcolumbre recebeu R$ 3 milhões em meio a esquema de fraudes

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Paulo Boudens já teve nome envolvido em rachadinha

Por: Em tempo

postado em 20 de setembro de 2025

Um dos beneficiários dos repasses da Arpar é Paulo Boudens, advogado e ex-chefe de gabinete do senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Entre setembro de 2023 e fevereiro de 2024, Boudens recebeu R$ 3 milhões da empresa, período em que as fraudes atingiram seu pico.

Nanuquense ex-assessor de Davi Alcolumbre recebeu R$ 3 milhões em meio a esquema de fraudes

MISTÉRIO - Boudens (à esq.) e o “Careca do INSS” (à dir.): pagamentos para ex-assessor de Alcolumbre (Roque de Sá/Ag. Senado/Reprodução)

Na época, Boudens era assessor parlamentar de Alcolumbre. Apesar de os depósitos não configurarem, por si só, um crime, a proximidade entre os envolvidos e o histórico do assessor acenderam o sinal de alerta na CPMI.

Passado polêmico: a sombra da rachadinha

O nome de Boudens não é novo em escândalos. Em 2021, uma reportagem da revista VEJA revelou sua participação num esquema de rachadinha no gabinete de Alcolumbre. Mulheres da periferia de Brasília eram contratadas formalmente como auxiliares, mas não exerciam nenhuma função — parte dos salários era devolvida a integrantes do gabinete.

Na ocasião, Boudens assumiu a responsabilidade, firmou acordo com a Justiça e devolveu os valores desviados. Mesmo assim, continuou ocupando cargos ligados ao senador e, em 2024, foi transferido para o Conselho de Assuntos Políticos do Senado.

100 anos de sigilo e a resistência do Senado

Apesar das revelações da PF e do material entregue à CPMI, um dos principais obstáculos à investigação continua sendo o sigilo de 100 anos imposto pelo Senado sobre os registros de acesso aos gabinetes parlamentares. A medida, criticada por parlamentares da comissão, foi defendida pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, sob o argumento de proteger a imunidade parlamentar e o direito à intimidade.

Para a deputada Adriana Ventura (Novo-SP), autora de requerimentos de quebra de sigilo bancário e fiscal, a manutenção do sigilo “pode servir como escudo para proteger figuras com envolvimento direto no esquema”. A expectativa é que a pressão da opinião pública e o avanço das investigações possam reverter a decisão.

O presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), anunciou que pretende convocar todos os beneficiários dos repasses feitos pela Arpar. A comissão acredita que seguir o caminho do dinheiro será a chave para desmontar completamente a teia de fraudes.

Enquanto isso, cresce a tensão nos bastidores do Congresso. A prisão de Antunes, somada ao sigilo imposto e ao envolvimento de figuras próximas à alta cúpula do Senado, levanta uma questão incômoda: quantos sabiam — e quantos se beneficiaram — do maior esquema de roubo de aposentadorias da história recente do país?

 

Pretensões eleitorais de Zema são abaladas por escândalo de corrupção ambiental em Minas

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Operação da Polícia Federal revela esquema de propina na Semad; silêncio inicial do governador gera críticas e alimenta oposição

Por: EM TEMPO
postado em 19 de setembro de 2025
Adeflagração da Operação Rejeito, da Polícia Federal, nesta quarta-feira (17), revelou um esquema de corrupção na Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Minas Gerais (Semad), envolvendo a emissão fraudulenta de licenças ambientais a mineradoras mediante pagamento de propina. O escândalo, o maior enfrentado pelo governador Romeu Zema (Novo) desde que assumiu o Executivo estadual em 2019, surge em um momento delicado para o político, que lançou oficialmente sua pré-candidatura à Presidência da República no mês passado.

Pretensões eleitorais de Zema são abaladas por escândalo de corrupção ambiental em Minas

Governador Romeu Zema – Imagem recorte de foto: Dirceu Aurélio / Imprensa MG

Segundo a investigação, os servidores envolvidos facilitavam a tramitação de projetos minerários com potencial econômico estimado em R$ 18 bilhões, beneficiando empresas mediante suborno. A gravidade das acusações impulsionou parlamentares da oposição na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) a intensificar as críticas ao governador e questionar sua capacidade de liderança e controle sobre a administração estadual.

“O governador Zema está pactuando com um crime de sonegação de impostos e quer ser presidente do país. Não vai conseguir chegar lá”, declarou o deputado Lucas Lasmar (Rede), durante audiência na ALMG nesta quinta-feira (18).

Silêncio e repercussão negativa

Inicialmente, o governo de Minas optou por uma postura discreta, restringindo as declarações a um comunicado oficial emitido pelo secretário de Comunicação, Bernardo Santos. A estratégia, no entanto, provocou reações negativas, tanto entre os parlamentares quanto nas redes sociais, onde usuários questionaram a ausência de um posicionamento direto do governador.

“Cadê você, Zema? O que tem a dizer sobre o escândalo na mineração?”, escreveu um seguidor no Instagram.

“Fale sobre a corrupção do seu governo sobre o meio ambiente”, cobrou outro usuário.

Somente na tarde de quinta-feira (18), Zema se manifestou brevemente ao ser questionado por jornalistas, buscando minimizar os danos e reforçar a autonomia das investigações.

Análise política

Para especialistas, o caso representa um sério entrave às ambições eleitorais de Zema. O cientista político Adriano Cerqueira, professor da Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop), avalia que a demora em se posicionar reflete uma tentativa de cautela, mas também um cálculo político.

“Zema está em processo de construção de uma imagem nacional. Qualquer desgaste institucional agora pode comprometer essa trajetória. Mas o silêncio prolongado gerou efeito contrário”, analisa Cerqueira.

Já o professor Lucas Gelape, do Departamento de Ciência Política da UFMG, acredita que o escândalo terá efeitos inevitáveis sobre a campanha presidencial do governador em 2026.

“Esse episódio certamente será explorado pelos adversários. Mesmo sem envolvimento direto, Zema será cobrado por falhas de fiscalização e omissão. Isso abre um flanco difícil de ser contornado”, diz.

Risco à imagem de “governo técnico”

Zema, que ascendeu à política com o discurso de gestor eficiente e avesso aos vícios da velha política, vê agora sua gestão ser associada a práticas que prometeu combater. Em um estado que ainda convive com as cicatrizes das tragédias de Mariana e Brumadinho, a descoberta de irregularidades no licenciamento ambiental abala a confiança de parte da população e pode comprometer alianças políticas fundamentais para o projeto presidencial.

O impacto definitivo do caso sobre sua candidatura dependerá da condução do processo nos próximos meses. A rapidez nas investigações internas, eventuais responsabilizações e a postura pública do governador serão decisivas para a recuperação — ou não — de sua credibilidade nacional.

Estamos vivendo uma transformação silenciosa: nunca tantas mulheres escolheram adiar ou abrir mão da maternidade e do casamento para investir em educação, carreira, saúde e desenvolvimento pessoal.

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Estamos vivendo uma transformação silenciosa: nunca tantas mulheres escolheram adiar ou abrir mão da maternidade e do casamento para investir em educação, carreira, saúde e desenvolvimento pessoal.

📊 Os dados falam por si:

A taxa de fecundidade no Brasil caiu de 6,3 filhos por mulher em 1960 para 1,6 em 2023 (IBGE).

A ONU projeta que até 2030 quase 45% das mulheres em idade fértil em países desenvolvidos estarão solteiras e sem filhos (World Population Prospects 2022).

No Brasil, elas já são maioria nas universidades e ocupam mais da metade das posições de liderança júnior (PwC Brasil).

👩‍💼 Mas aqui está o ponto: isso não significa abandono da família ou do lar.
Muitas mulheres conciliam múltiplos papéis — mãe, profissional, esposa, empreendedora — enquanto outras escolhem se dedicar mais à carreira, à saúde, à estética, ao corpo e à alma.

⚖️ Equilíbrio é a palavra-chave.
Ser feliz pode significar ter filhos e construir uma família, mas também pode ser investir em viagens, estudos, autocuidado ou projetos pessoais. O que importa é que cada mulher decida o que faz sentido para sua vida, sem imposições externas.

✨ O que antes era visto como “exceção” agora é um retrato cada vez mais comum da sociedade moderna.

💬 E você, mulher?
Como está se preparando para o futuro?
Qual estilo de vida escolhe para ser mais feliz: família, carreira, autocuidado — ou o equilíbrio entre todos eles?

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✍️ Por: Redação Ideia Goiás
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Por meio do ministro Dias Toffoli, o Supremo Tribunal Federal (STF), tomou a decisão de anular e excluir todas as provas provenientes do acordo de leniência da Odebrecht em um processo de improbidade administrativa administrativa contra o atual senador Jaques Wagner.

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Por meio do ministro Dias Toffoli, o Supremo Tribunal Federal (STF), tomou a decisão de anular e excluir todas as provas provenientes do acordo de leniência da Odebrecht em um processo de improbidade administrativa administrativa contra o atual senador Jaques Wagner.

Esta medida, que segue diretamente o pedido da defesa do senador petista, representaria mais um golpe na Operação Lava Jato, permitindo que evidências sobre os esquemas de corrupção sejam descartadas.

Este caso envolve irregularidades em um empréstimo do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) para a realização de obras da Arena Fonte Nova, na capital baiana, no período de gestão do então governador da Bahia Jaques Wagner, em 2014, quando a Odebrecht e a OAS foram contratadas.

Opositores e críticos veem esta anulação como uma proteção indevida aos aliados do atual governo Lula, o que enfraquece a luta contra a corrupção e gera questionamentos acerca da imparcialidade do Judiciário.

Esta nova decisão de Toffoli não apenas suspende suspende o uso dessas provas, como também abre precedentes para a extinção de ações parecidas, contra outros alvos das investigações da Lava Jato.

Mesmo com os argumentos da Procuradoria-Geral da República (PGR) de que este processo não dependeria exclusivamente desse material, a defesa de Jaques Wagner conseguiu “contaminar” o suporte probatório, incluindo laudos e relatórios derivados, podendo resultar na absolvição sumário do senador.

Mucuri resiste à herança de dívidas que ameaça seu futuro econômico

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A conta chegou, e a fatura é bilionária

Por: ASCOM/PMM
postado em 18 de setembro de 2025
O município de Mucuri, historicamente reconhecido por sua posição estratégica no extremo sul da Bahia e por sua reputação de cidade próspera, vive hoje um cenário preocupante de risco financeiro. Sob uma avalanche de decisões judiciais de cobranças e bloqueios de verbas, a cidade está à beira de um colapso econômico, resultado direto da malversação do dinheiro público, do uso inadequado e ineficiente dos recursos municipais e do descaso de antigas administrações.

Mucuri resiste à herança de dívidas que ameaça seu futuro econômico

A conta chegou, e a fatura é bilionária. Somente nos últimos quatro anos, a atual gestão passou a enfrentar um passivo que já aproxima de R$ 1 bilhão em dívidas ajuizadas, resultado de precatórios, financiamentos não quitados, acordos judiciais descumpridos e obrigações acumuladas com o INSS e instituições bancárias. O peso dessas dívidas ameaça a estabilidade financeira da Prefeitura Municipal e compromete diretamente os investimentos em saúde, educação, infraestrutura e serviços públicos básicos.

A herança de dívidas

Mucuri carrega atualmente mais de 6 mil processos de precatórios e centenas de ações trabalhistas, todas elas originadas nas gestões entre 1997 a 2000 e, 2005 a 2016. Apenas no Tribunal de Justiça da Bahia, há 249 processos de precatórios pendentes, que somam R$ 33.432.384,38 em dívidas consolidadas. Além disso, o município ainda responde por 326 ações trabalhistas em 1º Grau no TRT da 5ª Região e outras 268 ações em 2º Grau, revelando a dimensão da crise.

No último dia 15 de setembro, em mais uma tentativa de dar fôlego às contas públicas, a Prefeitura Municipal celebrou um acordo com o Núcleo Auxiliar de Conciliação de Precatórios do Tribunal de Justiça da Bahia, no Processo nº 8039060-91.2021.8.05.0000. O acordo prevê o pagamento de R$ 200 mil mensais com recursos do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), durante 30 meses, para quitação de 29 processos ajuizados referentes ao período de 2013 a 2016.

Já no último dia 4 de agosto, em audiência com o Juízo de Conciliação de Precatórios do Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região, ficou acordado o pagamento de R$ 2.019.384,70, referente ao processo administrativo nº 0000982-24.2018.5.05.0000. O valor de R$ 923.416,51 será quitado até dezembro de 2025 e o valor de R$ 1.095.968,19 até dezembro de 2026, contemplando dívidas atualizadas que se arrastam desde 2009.

O esforço da atual gestão

À frente do município pela 4ª vez, o prefeito Roberto Carlos Figueiredo Costa, o “Robertinho” (UB), tem se revelado pela postura responsável frente à crise que ele próprio já vinha anunciando que o município não suportaria no presente o que teriam feito com ele no passado. Robertinho é o único gestor da história de Mucuri que jamais contraiu empréstimos em instituições financeiras em nome da Prefeitura Municipal, priorizando sempre o uso de recursos próprios e a captação de verbas por meio de convênios e parcerias.

Somente entre 2021 e 2024, em seu terceiro mandato, o prefeito conseguiu quitar mais de R$ 190 milhões em dívidas herdadas. Entre os números que comprovam esse esforço estão os solucionados somente no ano de 2021: R$ 9.485.487,00 pagos em débitos deixados com o funcionalismo público; R$ 12.146.685,00 destinados ao pagamento de atrasados junto ao INSS e R$ 22 milhões liquidados em precatórios, além das dívidas consolidadas ao longo dos quatro anos e dos primeiros oito meses de 2025. E ainda em dezembro de 2022, tirou o nome do município da lista do CAUC por irregularidades listadas no Cadastro Único de Convênios, da Secretaria do Tesouro Nacional, colocando novamente o nome do município de Mucuri no altar dos “bons pagadores nacionais ”, figurando na lista dos 2% das Prefeituras Brasileiras com o nome limpo.

Mesmo com tais conquistas, a Prefeitura continua pressionada por dívidas oriundas de administrações anteriores, especialmente das gestões entre 1997-2000 Milton/Moisés; 2005-2008 Milton José Fonseca Borges; 2009-2012 Paulo Alexandre Matos Griffo; 2013-2016 Paulo Alexandre Matos Griffo e 2017-2020 José Carlos Simões, que contraíram somente de INSS até 31 de dezembro de 2020, dívidas nos valores de R$ 136.250.365,91 – R$ 104.476.016,75 – R$ 69.517.434,28 – R$ 40.156.302,27 – que hoje são parcelamentos ativos para o município pagar.

O alerta à população

A situação atual exige não apenas esforço administrativo, mas também a compreensão da população sobre os desafios que o município enfrenta. O risco de falência não é um discurso alarmista, mas um alerta real. Cada novo bloqueio judicial, cada nova execução de precatório, reduz a capacidade do município. A atual gestão tem buscado renegociar dívidas, criar cronogramas de pagamento e manter a máquina pública em funcionamento, mesmo sob forte restrição orçamentária.

Dos 22 milhões que Mucuri arrecada mensalmente, a quantia superior a 4 milhões é destinada todo mês aos pagamentos de dívidas consolidadas, outros 12 milhões são figurados ao pagamento da folha do funcionalismo, outros 6 milhões são obrigações inadiáveis com o Hospital São José, Limpeza Pública, Transporte Escolar, Duodécimo Legislativo, Merenda Escolar, Luz, Água, Combustível, Medicamento e Material Permanente, investindo mais do que arrecada. Mucuri, que já figurou no imaginário coletivo como um município “rico”, precisa agora enfrentar com maturidade os reflexos de décadas de má administração. Segundo o prefeito Robertinho, a missão da atual gestão é evitar que essa fama se transforme em uma dolorosa realidade de falência.

“Nosso município, que sempre foi visto como terra próspera, hoje sofre as consequências de uma herança amarga deixada por gestões passadas: dívidas que já aproxima de 1 bilhão de reais, milhares de processos de precatórios, ações trabalhistas e cobranças incessantes de instituições financeiras que comprometem o futuro de nossa cidade. Mesmo diante desse cenário, temos feito um esforço incansável para manter a máquina pública funcionando. Já quitamos quase 200 milhões de dívidas herdadas e corrigidas, regularizamos pendências históricas e devolvemos a Mucuri o respeito como município adimplente, capaz de firmar convênios e conquistar recursos”.

E acrescenta: “Mas não podemos ignorar que a cada mês surgem novos bloqueios, novas cobranças e novos acordos que drenam nossos recursos e limitam os investimentos em saúde, educação e infraestrutura. É importante que a sociedade compreenda a gravidade do momento. O risco de um colapso financeiro é real se não houver responsabilidade e consciência coletiva. Estamos fazendo a nossa parte, com disciplina e transparência, mas precisamos também do apoio e da compreensão de cada cidadão, pois só com união conseguiremos atravessar essa tempestade e garantir que Mucuri continue de pé, com dignidade e esperança no futuro”, conclui o prefeito Robertinho.

Fonte: https://jornalemtempo.com/

Aécio trilha volta ao governo

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Ex-governador pode recolocar Minas no centro das grandes decisões políticas brasileiras

Com os primeiros nomes surgindo como possíveis pré-candidatos ao governo de Minas Gerais nas eleições de 2026, o nome do ex-governador Aécio Neves ressurge com força, impulsionado pelo sentimento de que o Estado perdeu espaço nas grandes decisões da política nacional.

Aécio trilha volta ao governo

Aécio Neves – Foto: Luís Nova/CB/D.A Press

Desde a Inconfidência Mineira — embrião do movimento que culminaria na Independência do Brasil e que transformou Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, em mártir nacional — Minas Gerais protagonizou momentos decisivos da história brasileira.

Esse protagonismo se consolidou de maneira especial durante a República Velha (1889–1930), com a chamada política do café com leite, quando oligarquias mineiras e paulistas se revezavam no poder. Ao longo da história, dez mineiros chegaram à Presidência da República, embora dois não tenham tomado posse. Fora dos cargos formais, o povo mineiro também sempre esteve no centro do debate nacional — como demonstra o histórico Manifesto dos Mineiros, em 1943, uma reação à ditadura do Estado Novo (1937–1945), reafirmando a vocação política e democrática do Estado. Como dizia o texto: “Em verdade, Minas não seria fiel a si mesma se abandonasse sua instintiva inclinação para sentir e realizar os interesses fundamentais de toda a Nação.”

Contudo, nos últimos anos, especialmente após a ascensão do PT ao comando do Estado, Minas vem perdendo espaço e influência nas decisões nacionais. O atual governo é visto por muitos como sem brilho e sem protagonismo, focado em uma gestão tecnocrática e, segundo críticas, comprometido com a venda do patrimônio público dos mineiros.

Diante desse cenário, o retorno de Aécio Neves ao debate estadual aparece como uma tentativa de resgatar a força política de Minas Gerais e recolocar o Estado no centro das decisões nacionais — missão que, segundo seus apoiadores, apenas um líder experiente e com trânsito político como ele seria capaz de realizar.

Aécio trilha volta ao governo

Aécio Neves, secretário-particular do avô materno, Tancredo Neves, no Governo de Minas Gerais – Foto do álbum de família

É nesse contexto que o nome de Aécio Neves volta à cena. Com DNA político de peso, descendente direto de Tancredo Neves, Tristão da Cunha e Aécio Cunha, ele carrega uma herança de articulação, visão de Estado e inserção nacional. Sua possível candidatura à sucessão estadual pode representar não apenas um projeto de governo, mas também um movimento para recolocar Minas no centro das decisões do Brasil.

Por: Em tempo

Homem é indiciado por estuprar enteada após madrasta da vítima procurar a polícia

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Algema da Polícia Civil de Minas Gerais — Foto: Polícia Civil

Um homem, de 53 anos, foi indiciado por estupro de vulnerável cometido contra a enteada em Governador Valadares.

De acordo com as informações divulgadas pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) nesta terça-feira (16), ele foi preso no último domingo (14). Atualmente, a vítima tem 16 anos.

As apurações constataram que os abusos começaram em fevereiro de 2016, quando a garota tinha sete anos. O caso começou a ser investigado após a madrasta da criança procurar a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam).

“A atuação rápida da madrasta ao procurar a Polícia Civil foi fundamental para que a vítima recebesse proteção e para que os abusos fossem interrompidos”, disse a delegada Verenna Laurenn Vidal de Assis.

Após essa denúncia, os policiais deram início às investigações. A PC destacou que nos levantamentos foram reunidas provas técnicas e testemunhais que “comprovaram que não se tratava de um crime isolado, mas de violência sexual repetida ao longo do tempo.”

“Casos como esse reforçam a necessidade de que familiares, educadores e toda a sociedade estejam atentos a sinais de abuso. Nossa prioridade é dar voz às vítimas, garantir a apuração qualificada dos fatos e assegurar que os responsáveis sejam devidamente punidos”, afirmou.

Denúncia de abusos podem ser registradas presencialmente em unidades ou denunciados pelos telefones 100 e 181.

Líder espiritual e mãe de adolescente são presos por tortura e estupro em centro religioso de Teófilo Otoni

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Um líder espiritual, de 34 anos, e a mãe de um adolescente, de 30, foram presos preventivamente nessa terça-feira (16) em Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri. Eles são investigados por crimes de tortura e estupro de vulnerável contra o garoto, de 13 anos, em um centro religioso da cidade.

A investigação é conduzida pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) e começou após o registro do caso em agosto. Segundo a Polícia Civil, as agressões teriam ocorrido dias antes e foram filmadas. O vídeo chegou a circular nas redes sociais.

Violência como forma de repressão

 

De acordo com a delegada Herta Chaves Coimbra, a mãe da vítima confessou ter participado das agressões e assistido à tortura. Em depoimento, ela afirmou que os atos foram ordenados por uma entidade espiritual, identificada como “Exu”, e também pelo líder religioso, que está preso.

A motivação, segundo os levantamentos, seria o fato de o adolescente demonstrar interesse por uma das filhas do líder espiritual, também adolescente.

A delegada informou ainda que a mãe da vítima confessou ter participado das agressões e assistido à tortura. Outro suspeito de envolvimento é o namorado do líder espiritual, que é menor de idade.

Com base nos elementos reunidos, a Polícia Civil representou pela prisão preventiva dos dois adultos e por mandado de busca e apreensão no local do crime. Um chicote de couro, utilizado nas agressões, foi recolhido pela equipe policial.

Chicote de couro foi utilizado nas agressões — Foto: Polícia Civil

Chicote de couro foi utilizado nas agressões — Foto: Polícia Civil

O homem e a mulher foram encaminhados ao sistema prisional e estão à disposição da Justiça. As investigações continuam para conclusão do inquérito.

Diretor da Feam é preso um dia após defender flexibilização de licenciamento ambiental na ALMG

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PF aponta esquema de corrupção envolvendo emissão de licenças ambientais fraudulentas; empresários, políticos e servidores estão entre os presos

Menos de 24 horas após participar de uma audiência pública na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), o então diretor da Fundação Estadual do Meio Ambiente (Feam), Arthur Ferreira Rezende Delfim, foi preso preventivamente pela Polícia Federal nesta quarta-feira (17), acusado de integrar um esquema bilionário de fraudes em licenciamentos ambientais para beneficiar empresas de mineração.

Diretor da Feam é preso um dia após defender flexibilização de licenciamento ambiental na ALMG

Arthur Ferreira Rezende Delfim representou a Feam em audiência pública – Foto: Willian Dias/ALMG

A prisão ocorreu no âmbito de uma operação que investiga corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa envolvendo servidores públicos, políticos e empresários. Segundo a PF, Arthur atuava como intermediário na concessão de licenças ambientais irregulares, coordenando decisões técnicas que favoreciam projetos minerários suspeitos.

Audiência pública e contradições

Na tarde de terça-feira (16), Delfim representou a Feam em uma audiência pública na ALMG, onde defendeu mudanças nas regras de licenciamento ambiental para atividades agropecuárias. A proposta, alvo de críticas de ambientalistas e sindicalistas, foi justificada por ele como parte de um esforço para “desburocratizar processos”.

Horas depois, veio à tona que Arthur era investigado como parte central de um esquema que vendia decisões técnicas favoráveis a mineradoras em troca de propina. Ele ocupava o cargo de diretor de Apoio à Regularização Ambiental da Feam.

Esquema bilionário

A investigação revela um esquema estruturado que movimentou R$ 4,3 bilhões entre 2019 e 2024, por meio de empresas de fachada e contratos simulados. Entre as principais empresas envolvidas estão:

·         Fleurs Global Mineração – considerada o núcleo financeiro do grupo.

·         Mineração Gute Sicht – envolvida nas primeiras fraudes na região da Serra do Curral.

·         Minerar Participações – responsável pelos principais projetos minerários.

A organização criminosa era comandada, segundo a PF, pelo empresário Alan Cavalcante do Nascimento, apontado como chefe do grupo. Ele contava com apoio de João Alberto Lages, ex-deputado estadual, e Helder Adriano de Freitas, responsável por contratos e interface com órgãos ambientais.

Propinas e interferência em órgãos públicos

Outro nome de peso envolvido é Rodrigo Gonçalves Franco, ex-presidente da Feam, que deixou o cargo no último sábado (13) e também teve prisão decretada. Franco teria solicitado R$ 50 mil para repassar a Arthur e, anteriormente, recebido R$ 100 mil para cassar uma licença da mineradora Vale, vista como obstáculo aos interesses do grupo.

A Polícia Federal aponta ainda que o diretor da Agência Nacional de Mineração (ANM), Caio Mário Trivellato Seabra Filho, recebeu R$ 3 milhões em propinas. Ele teria alterado uma resolução da agência, em novembro de 2024, para atender demandas diretas do empresário Alan Cavalcante.

Reações e próximos passos

Procurada, a Secretaria de Estado de Meio Ambiente ainda não se manifestou oficialmente. O governo de Minas prometeu se pronunciar nesta tarde por meio do corregedor-geral do Estado, Vanderlei Daniel da Silva.

O caso levanta novas preocupações sobre a transparência e integridade na gestão ambiental em Minas Gerais, especialmente em um estado historicamente marcado por desastres ambientais causados por atividades mineradoras.

A operação da Polícia Federal segue em andamento, e os detidos devem ser ouvidos nos próximos dias. Novas fases não estão descartadas.

Fonte: https://jornalemtempo.com/

‘Uma cena que não sai da cabeça’: garis relatam susto após encontrar corpo de recém-nascido em lixeira de Manhuaçu

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Garis que atuavam na coleta de lixo em Manhuaçu, no Leste de Minas, relataram o impacto emocional após encontrarem o corpo de um recém-nascido dentro de uma lixeira. O caso ocorreu na tarde de segunda-feira (15), na entrada do bairro São Vicente, às margens da BR-262.

Segundo os trabalhadores, o bebê estava envolto em uma sacola plástica e, aparentemente, ainda ligado à placenta. A Polícia Civil abriu inquérito para investigar o caso e tenta identificar quem deixou o bebê no local. Imagens de câmeras de segurança da região devem auxiliar nas diligências.

O gari Raniere Cruz lembra que era apenas mais uma etapa da coleta, até que o inesperado aconteceu.

“O dia era comum, nós trabalhando. Chegamos no penúltimo contêiner, depois no último, pressei o lixo no cocho. Aí, quando chegou em cima, apareceu o bracinho da criança. Eu fiquei assustado, quis nem ficar olhando mais não. Acabou com o meu dia isso aí”, desabafou, ainda abalado.

O colega Taycler Fernandes viu de perto o momento em que a descoberta se confirmou. O choque, segundo ele, foi inevitável.

Corpo de recém-nascido é encontrado dentro de lixeira em Manhuaçu — Foto: Jailton Pereira

Corpo de recém-nascido é encontrado dentro de lixeira em Manhuaçu — Foto: Jailton Pereira

“Parecia que ainda estava dentro da placenta, com uma sacola de plástico tampando. Na hora paramos tudo e chamamos a polícia. Foi uma cena muito difícil”, contou.

Para o motorista do caminhão, Paulo Silva, a tristeza tomou conta da equipe, mas também veio uma reflexão sobre as razões por trás daquela situação.

“A gente fica triste. Não podemos julgar uma pessoa como a mãe, porque não sabemos a situação de saúde dela, se a saúde mental estava em dia. Talvez ela precise de ajuda, de tratamento. A gente só espera que apareça e explique. É doloroso pensar nisso, mas ficamos com esse sentimento”, disse.

 

Já era final de expediente, mas Taycler contou que foi difícil encontrar forças para continuar o trabalho depois do impacto.

“Foi muito difícil seguir. Se fosse no início da rota, eu não teria condições. A cabeça fica cheia de coisas, ainda mais a gente que tem filho pequeno em casa. O coração aperta demais. Só consegui terminar porque já estava no fim da coleta. Se fosse no começo, eu não aguentaria”, revelou.