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ALMG: os próximos passos da lista de imóveis que Zema cogita transferir à União

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Após aval da CCJ, relator na Comissão de Administração Pública, a próxima a analisar o texto, já está definido

Estadual Central está na lista de imóveis que podem ser federalizados. Foto: Luiz Santana/ALMG

Aprovado nesta terça-feira (30) pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), o projeto de lei que autoriza o governo estadual a negociar, junto à União, a federalização de 343 imóveis, voltará à pauta da Casa apenas na semana que vem. O Fator apurou que o próximo comitê a analisar a proposta, o de Administração Pública (APU), só analisará a proposta após uma audiência pública sobre o tema, marcada para terça-feira (7).

O relator da lista de imóveis na APU, aliás, já está definido: será Rodrigo Lopes, do União Brasil. A relação de edificações conta com locais como a Cidade Administrativa, o Colégio Estadual Central, o Hospital Risoleta Neves e o Palácio das Artes, todos em Belo Horizonte. O número de imóveis, contudo, pode diminuir ao longo das próximas fases de tramitação, já que o governo sinalizou a disposição de retirar, da relação, bens ligados à Universidade do Estado de Minas Gerais (Uemg).

O projeto a respeito do repasse de imóveis ao governo federal é parte do pacote relacionado ao Programa de Pagamento das Dívidas dos Estados (Propag). A versão com sinal verde da CCJ é um substitutivo que estabelece uma série de condicionantes para a negociação envolvendo os empreendimentos.

Pelos termos do substitutivo, se a equipe do governador Romeu Zema (Novo) quiser envolver, nas tratativas com a União, os imóveis pertencentes a autarquias ou empresas públicas presentes na lista, será preciso, inicialmente, doá-los ao patrimônio público estadual. Aí, então, os ativos estarão aptos a compor as tratativas com o Ministério da Fazenda.

Os 343 imóveis sugeridos pelo governo do estado estão assim divididos:

  • Edificações de propriedade estatal (143);
  • Edificações de propriedade de autarquias (129);
  • Edificações de propriedade de empresas públicas e de sociedades de economia mista (73).

Laudos obrigatórios

A lista do governo Zema foi remetida à Assembleia em maio. À época, o Palácio Tiradentes não indicou os valores estimados para cada um dos imóveis. O substitutivo aprovado na CCJ diz que o preço mínimo para qualquer transação imobiliária será o preço de mercado, a ser estabelecido em laudo de avaliação válido por no máximo um ano, com direito a uma renovação por igual período.

Ainda conforme o texto, mesmo em caso de eventuais negociações imobiliárias junto à iniciativa privada, as cifras arrecadadas terão de, obrigatoriamente, ser utilizadas na amortização da dívida.

Na CCJ, a lista de imóveis recebeu aval por 4 votos a 2. Se manifestaram favoravelmente os deputados Doorgal Andrada (PRD), João Magalhães (MDB), Maria Clara Marra (PSDB) e Zé Laviola (Novo). Os votos “não” foram dos oposicionistas Lucas Lasmar (Rede) e Doutor Jean Freire (PT).

Fonte: https://ofator.com.br/

‘Sociedade deve aplaudir quando um juiz denuncia as práticas parasitas do Judiciário’

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A Transparência Internacional – Brasil celebrou a declaração do novo presidente do TST, Vieira de Mello Filho, sobre a “gamificação” na remuneração dos juízes

A ONG Transparência Internacional – Brasil celebrou a declaração do novo presidente do Tribunal Superior do Trabalho, Vieira de Mello Filho (foto), sobre a “gamificação” na remuneração dos juízes.

Para a organização anticorrupção, “a sociedade deve aplaudir quando um juiz denuncia, com coragem, as práticas parasitas cada vez mais normalizadas no Judiciário”.

Na sessão de 22 de setembro do Conselho Superior de Justiça do Trabalho, o novo presidente do TST questionou os motivos de tantas bonificações aos integrantes do Poder Judiciário.

O CSJT julgava um pedido da Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra) pelo pagamento retroativo de licença compensatória a juízes substitutos que exerceram a titularidade da vara.

“À medida que eu vi as sustentações, a quem tem profundo respeito a ambos os líderes das associações, mas eu penso em fazer alguns questionamentos. Será que a função do juiz está tão difícil de ser juiz hoje em dia que toda hora tem uma coisa a mais? Então parece até um, me perdoe a metáfora, uma ‘gamificação’. Se eu passar da primeira fase audiência, eu vou receber uma coisa. Se eu for para a sentença, eu vou receber uma coisa. Se eu tiver uma carta precatória, vou receber uma coisa. Se eu tiver, sabe? Nós fazíamos tudo isso.

Eu acho que isso não mudou. Nós sempre fomos gestores de vara. Eu sempre fui. A minha primeira jurisdição… eu tinha 100 municípios em João Monlevade, 100 municípios. Realizava audiências em período da manhã e da tarde, cinco dias por semana. Cinco dias. Sempre fiz pauta em dia com 30 dias para instrução ou 45 no máximo. Cinco a ou se dias para audiência inicial. Nós éramos poucos juízes no Tribunal Regional. Substituímos, antes de ingressarmos na presidência, ministro Maurício sabe aqui, é testemunha, nós ficávamos com três varas na capital. Três. Fazendo audiência nas três. Ninguém nunca reclamou. Era um chamado assim: ‘tem 500 sentenças atrasadas em Montes Claros. Você pode ir lá com um colega e dar as 500 sentenças em 45 dias?’. Nós íamos, porque o que eu quis na minha vida foi ser juiz do trabalho.

Nós somos servidores, nós servimos a sociedade. Agora, o Conselho, tanto o Conselho Nacional como esse Conselho, lá eu falava muitas vezes, é um Conselho da República, ele tem que se pautar pelos valores da República. É um Conselho da República, não é tribunal administrativo. 40% da pauta aqui hoje diz respeita a questões remuneratórias, todas elas se desdobrando para um lado ou para o outro. Cada hora para um lado. Então, que fim vai ter isso?

Por isso que eu sempre disse, quando foi feita a resolução 528, que ela tinha que ter uma determinação. Não é validação de qualquer ato, não é assim que se faz. Até porque é remuneração de juiz. É como Vossa Excelência disse, tem que ser por lei. Isso tem que parar. Sinceramente, essa é minha opinião. Eu quis ser juiz na minha vida. Que a gente tem que ser bem remunerado. Tem, tudo bem. Mas quem está ganhando mal? A pergunta é essa. Não é o que eu vejo e nem eu tenho reclamar nada.

Agora, é preciso que a gente tenha uma cautela. A sociedade também. O destinatário disso tudo aqui, é a sociedade, é o jurisdicionado. Nós precisamos ter um pouco de consciência sobre aquilo que nós estamos postulando e discutindo aqui. Então eu sinceramente… eu vou me adiantar, ministra Maria Helena, me perdoe. Eu tenho uma consideração enorme pela associação. Eu assisti à fundação das associações, Vossa Excelência também. A associação no meu tribunal nasceu para que nós tivéssemos um plano de saúde coletivo. Era esse o primeiro objetivo. Depois ela foi se desdobrando.

Agora, me parece que o exercício da função da magistratura hoje é doloroso. Tudo é difícil, tudo é muito complicado. Nós fazíamos… minha junta tinha 4.500 processos, 4.500 processos. E a gente trabalhava normalmente. Nós não tínhamos dinheiro para pagar a conta de telefone, para falar com o tribunal. Dividíamos a conta da limpeza dos produtos para a vara, para a junta. E nós não tínhamos… não tinha ar condicionado, não tinha computador, tinha nada. Tava todo mundo muito feliz trabalhando e tocando sua vida.

Por que ser juiz hoje está tão difícil? Por que ele tem que ser, toda hora tem que haver uma espécie de bonificação para ele exercer a função que ele tem que exercer, que ele foi voluntariamente? Ninguém foi obrigado a ser juiz, ninguém virou juiz porque quis, porque não quis. Então é preciso que a gente tenha uma certa cautela com tudo isso, porque eu não sei aonde nós vamos parar com essa questão.

E já basta o que nós estamos assistindo. A sociedade cobrando o judiciário, transparência. Cobrando do judiciário uma postura de respeito, aquilo que a sociedade espera de nós. Nós estamos num momento muito difícil do país. Somos nós que temos que dar o exemplo. Então, com todas as vênias, e me perdoe a exacerbação, mas é preciso que a gente tenha um pouco, agora, de consciência e por os nossos caminhos dentro de um certo trilho, porque isso vai terminar muito mal. E não vai ser aqui não, vai ser no Congresso. Então, peço vênia e acompanha o voto do relator.”

Fonte: https://oantagonista.com.br/

Prefeita diz que perdeu paciência com empreiteira alvo do GAECO e assume “responsa” por rompimento

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Extremamente irritada, em coletiva a imprensa sexta-feira, 26/09, a Prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL) chamou para si a responsabilidade pela dispensa da empresa Eletroconstro Prestação de Serviços, dona do contrato milionário para limpeza pública da cidade, “Chegou no meu limite. Tomei a decisão de romper. Vai romper, e pronto. Eu quero uma limpeza digna. Quero uma cidade limpa, digna do morador de Várzea Grande”. Em 2021, a empreiteira ganhou os holofotes da mídia após envolvimento na “Operação Sócio Oculto”, esquema desmantelado dentro da Prefeitura de Cuiabá. Fontes interna do executivo municipal não descarta pesada auditoria no contrato milionário – o pente-fino abrangeria o último quinquênio, inclusive com cruzamento de dados junto ao Ministério do Trabalho – além de requisição de documentos como as GFIP.

Fonte: https://oempallador.com.br/

Operação do MPMG mira fraudes em licitações na câmara municipal de cidade mineira

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Órgão investiga empresas de fachada que simulavam concorrência de preços no fornecimento de produtos à Casa Legislativa

Moraes autoriza progressão de Daniel Silveira para regime aberto; ele terá que usar tornozeleira

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta segunda-feira (29) que o ex-deputado Daniel Silveira passe para o regime aberto — com restrições como uso de tornozeleira eletrônica proibição de uso de redes sociais.

Silveira foi condenado a 8 anos e 9 meses de prisão, em regime fechado, e o pagamento de multas no valor de cinco salários mínimos (referente ao patamar da época), pelos crimes de ameaça ao Estado Democrático de Direito e coação no curso do processo. A sentença é de abril de 2022.

O deputado Daniel Silveira, condenado pelo STF, durante evento com Bolsonaro no Palácio do Planalto em 27 de abril — Foto: Eraldo Peres/AP Photo

O deputado Daniel Silveira, condenado pelo STF, durante evento com Bolsonaro no Palácio do Planalto em 27 de abril — Foto: Eraldo Peres/AP Photo

Ele cumpriu quatro anos, um mês e 26 dias de prisão — mais de 25% da pena —, em regime fechado, e comprovou o pagamento da multa de R$ 271 mil.

Por isso, segundo Moraes, “estão presentes todos os requisitos legais exigidos para a progressão do sentenciado ao regime aberto de cumprimento de sua pena privativa de liberdade”.

Silveira também passou por exame criminológico, que apontou aptidão e capacidade de exercer funções trabalhistas por parte do sentenciado, diz a decisão do ministro.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou a favor da progressão de regime.

Ex-deputado Daniel Silveira é preso novamente pela PF após descumprir horário de recolhimento

Ex-deputado Daniel Silveira é preso novamente pela PF após descumprir horário de recolhimento

Restrições

No caso do regime aberto, Daniel Silveira terá que comprovar que está trabalhando, usar tornozeleira eletrônica e cumprir regras de recolhimento domiciliar durante os períodos de folga. Ele também está proibido de usar redes sociais.

O ex-deputado não poderá se ausentar do Rio de Janeiro, onde mora, sem autorização judicial, e é obrigado a comparecer semanalmente em juízo para justificar suas atividades.

Procedimento médico

Silveira estava preso em regime semiaberto na Cadeia Agrícola de Magé, na Baixada Fluminense (RJ), mas passava a maior parte do dia fora do presídio e em casa, em Petrópolis, na Região Serrana.

O ex-parlamentar tinha autorização para sair e retornar todos os dias do presídio para fazer tratamento de fisioterapia no joelho, operado em julho.

Depois da cirurgia, laudos apresentados pela defesa alegaram que ele precisava de duas sessões diárias de fisioterapia. Os advogados, então, pediram que Silveira ficasse em prisão domiciliar humanitária por seis meses, tempo estimado de duração do tratamento.

Em 5 de agosto, o ministro Alexandre de Moraes não autorizou a prisão domiciliar.

Mas concedeu saídas temporárias, pelo período de 30 dias, para que Silveira deixasse a prisão em Magé e frequentasse as sessões de fisioterapia numa clínica particular em Petrópolis, na Região Serrana, indicada pela defesa. A residência do ex-deputado também fica em Petrópolis.

Em 26 de agosto, Moraes prorrogou as saídas por mais 90 dias.

Os laudos apresentados pela defesa de Silveira apontam que o ex-parlamentar precisa de fisioterapia todos os dias. Mas a clínica só funciona de segunda a sexta.

O Ministério Público de Minas Gerais cumpriu mandado de busca em Ubá, a 111 km de Juiz de Fora, durante a operação Cartão Vermelho, que investiga fraudes eletrônicas em anúncios de supostos testes de futebol pelo país.

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O Ministério Público de Minas Gerais cumpriu mandado de busca em Ubá, a 111 km de Juiz de Fora, durante a operação Cartão Vermelho, que investiga fraudes eletrônicas em anúncios de supostos testes de futebol pelo país. Um celular foi apreendido na casa de um investigado.

As apurações apontam que jovens e adolescentes pagavam taxas para participar das peneiras, que nunca aconteciam. O golpe usava indevidamente nomes de ex-jogadores, clubes e federações de futebol.

Leia a matéria completa em tribunademinas.com.br ou pelo link na bio.

📷: Divulgação

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Mulher é morta com agressões no rosto e companheiro confessa feminicídio em Teófilo Otoni

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Uma mulher de 32 anos foi assassinada neste sábado (27) em Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri. O corpo de Érika Vidal da Silva Torres Cardoso foi encontrado em uma área de vegetação às margens da BR-116, próximo ao aeroporto, com lesões na cabeça e no rosto. O companheiro da vítima, de 30 anos, foi preso em flagrante após confessar o crime.

De acordo com o boletim de ocorrência da Polícia Militar, o funcionário de um clube acionou os militares ao encontrar uma motocicleta, um capacete e um homem ensanguentado nas proximidades da rodovia. Ao chegarem ao local, os policiais encontraram o corpo da vítima a cerca de 10 metros da pista, sem sinais vitais.

A perícia técnica da Polícia Civil confirmou que a mulher apresentava hematomas e lesões na cabeça e no rosto, compatíveis com agressões físicas. Não foram encontradas perfurações ou objetos cortantes. O rosto da vítima estava desfigurado e havia chumaços de cabelo espalhados pela área.

Confissão do crime e prisão

O suspeito, identificado como Bruno Araújo da Conceição Pinheiro da Silva, de 30 anos, foi localizado ainda no sábado no bairro Viriato. Aos policiais, ele admitiu ter agredido a vítima com socos após uma discussão.

Disse que os dois haviam consumido bebidas alcoólicas em bares da cidade e, durante o trajeto de motocicleta até o local do crime, a mulher teria informado que estava grávida de gêmeos. Segundo o autor, essa revelação gerou desentendimentos por conta de uma suposta traição.

O homem relatou que, após a agressão, tentou reanimar a vítima com respiração boca a boca, sem sucesso. Em seguida, fugiu do local com a motocicleta e foi até a casa do pai, onde contou o que havia feito.

Ele foi medicado após apresentar comportamento agitado dentro da viatura e, posteriormente, encaminhado à delegacia de Polícia Civil, onde foi autuado por feminicídio.

Durante a perícia, os policiais recolheram peças de roupa e pertences com vestígios de sangue. Entre os itens apreendidos estavam um par de tênis, uma camisa branca, um boné e a calça que o autor usava no momento do crime. A motocicleta utilizada na fuga também foi apreendida.

De acordo com informações repassada pelo Instituto Médico Legal (IML), a vítima não estava grávida. O g1 não conseguiu contato da defesa do preso.

Quem é o ex-ministro da Agricultura condenado à morte por receber mais de R$ 200 milhões em propina na China

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O ex-ministro da Agricultura e Assuntos Rurais da China, Tang Renjian, foi condenado à morte com pena suspensa por dois anos após confessar ter recebido subornos, em um desdobramento da campanha anticorrupção conduzida pelo presidente Xi Jinping.

Segundo o tribunal popular de Changchun, na província de Jilin, Tang aceitou propinas em dinheiro e bens que totalizaram mais de 268 milhões de yuans (cerca de R$ 203 milhões) entre 2007 e 2024. As propinas “causaram perdas gravíssimas aos interesses do Estado e do povo, portanto justificaram a pena de morte”, afirmou o comunicado oficial.

De acordo com a nota, o réu confessou seus “crimes” e expressou arrependimento. A sentença faz parte da ampla campanha anticorrupção conduzida pelo presidente Xi Jinping, que já levou à queda de diversas figuras de alto escalão do governo e do Partido Comunista Chinês.

Apoiadores da iniciativa defendem que ela fortalece a governança do país. Críticos, porém, afirmam que a campanha também funciona como instrumento para Xi eliminar rivais políticos.

O político começou sua carreira na década de 1980 no Ministério da Agricultura e atuou em diversos cargos até chegar à liderança da pasta. Em dezembro de 2020, foi apontado como ministro, e em maio de 2024 foram anunciadas as investigações contra ele.

O caso de Renjian se soma a outras condenações proferidas no país por corrupção de oficiais do alto escalão, dentre elas a do ex-chefe de segurança doméstica Zhou Yongkang, que foi condenado à prisão perpétua em 2015, aos 73 anos, por suborno, abuso de poder e divulgação de segredos de Estado. Assim como o ex-ministro da Agricultura, a mídia estatal afirma que ele confessou os crimes e decidiu não recorrer.

Fonte: https://oglobo.globo.com/

Pedágio da BR-381 entre BH e Governador Valadares começa a ser cobrado com tarifa mais alta do país

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Motoristas mineiros enfrentam novo custo com sistema de cobrança “free flow”; preço pode deixar viagem até 50% mais cara. Concessão foi na gestão PT

Começou neste sábado (27) a cobrança de pedágio no trecho da BR-381 entre Belo Horizonte e Governador Valadares, um dos mais movimentados de Minas Gerais. A rodovia, agora administrada pelo consórcio Nova 381, adota o sistema “free flow”, em que não há cancelas — sensores e câmeras registram a placa dos veículos e o valor é cobrado proporcionalmente ao trajeto percorrido.

Pedágio da BR-381 entre BH e Governador Valadares começa a ser cobrado com tarifa mais alta do país

O valor estará disponível para consulta, 2 horas após passar pelo pórtico – Imágens: Divulgação/nova381

Nesta primeira fase, dois pontos de cobrança foram ativados: um em Caeté, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, e outro em João Monlevade, na Região Central do estado.

Sistema moderno, custo elevado

Apesar da modernização no modelo de cobrança, o valor do pedágio tem gerado polêmica. A tarifa para automóveis será de R$ 0,25 por quilômetro, o que representa um custo mínimo de R$ 65 após a instalação de todos os cinco pontos previstos entre as duas cidades — um aumento de até 50% no custo total da viagem, segundo estimativas.

Um carro popular, com consumo médio de 12 km/l, gasta cerca de 25 litros de combustível no trajeto de 300 km entre BH e GV, resultando em um custo estimado entre R$ 140 e R$ 150 em gasolina. Com a adição do pedágio, o custo total da viagem pode chegar a R$ 215.

Impacto no transporte de cargas

Para veículos pesados, como caminhões de 8 eixos, o valor do pedágio pode ultrapassar R$ 500 por trajeto. Especialistas alertam que esse custo deve ser repassado ao consumidor final, encarecendo o preço de mercadorias transportadas pela rodovia — um importante corredor logístico do estado.

Como pagar

Os motoristas podem pagar a tarifa por meio:

do aplicativo Nova 381,
do site da concessionária,
por TAGs automáticas (com 5% de desconto),
ou em postos físicos e totens localizados ao longo da rodovia.

O pagamento pode ser feito via Pix, cartão de crédito ou débito, com prazo de até 15 dias após a passagem. Motocicletas, ambulâncias e veículos oficiais são isentos da cobrança.

 Mais três pórticos serão instalados

Além dos pórticos já em operação, outros três pontos de cobrança serão instalados nos próximos meses:

Pedágio da BR-381 entre BH e Governador Valadares começa a ser cobrado com tarifa mais alta do paísJaguaraçu (km 280,150)
Belo Oriente (km 227,500)
Governador Valadares (km 176,550)

 Posto de apoio ao usuário

A concessionária montou um ponto de apoio provisório em Santa Luzia, com banheiros, internet, água potável e ar-condicionado. O local também oferece atendimento 24h via totem com videoconferência, além de veículos de resgate, guinchos e caminhões-pipa para emergências.

Críticas e politização

A concessão da BR-381 foi realizada em 2024, durante a gestão do Partido dos Trabalhadores (PT). A oposição tem criticado os altos valores definidos no contrato, alegando que Minas Gerais já sofre com o maior IPVA do país e agora enfrenta o pedágio mais caro por quilômetro rodado do Brasil.

A tarifa de R$ 0,25/km é considerada acima da média nacional e levanta questionamentos sobre o impacto social e econômico da concessão, especialmente para os usuários frequentes da rodovia e para o setor de transportes.

Conclusão

Com a implementação do sistema “free flow”, Minas Gerais entra em uma nova era de cobrança automatizada em rodovias federais. Contudo, o alto custo do pedágio levanta dúvidas sobre os reais benefícios ao usuário e coloca pressão sobre a política de concessões e infraestrutura viária no estado.

Fonte: https://jornalemtempo.com/

TRÁFEGO INTENSO DE CARRETAS REVOLTA MORADORES EM SERRA

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População da Rua Abaeté denuncia barulho, buracos, poeira e insegurança causados por veículos pesados circulando 24 horas por dia

Oconstante tráfego de caminhões pesados tem tirado o sossego dos moradores da Rua Abaeté e adjacências, na área urbana de Serra dos Aimorés. Segundo os residentes, carretas transportando toras de eucalipto, cana-de-açúcar, granito e outras cargas circulam pela via ininterruptamente, durante o dia e a noite, gerando uma série de transtornos e colocando em risco a segurança e a saúde da população local.

TRÁFEGO INTENSO DE CARRETAS REVOLTA MORADORES EM SERRA

O problema é agravado pelo estado precário da via. Apesar de uma pavimentação recente, o pavimento já apresenta sinais de desgaste, com buracos e trincas causadas pelo excesso de peso dos veículos. O barulho constante impede o descanso dos moradores e há registros de problemas respiratórios devido à poeira levantada pelos caminhões — especialmente durante o período de estiagem.

TRÁFEGO INTENSO DE CARRETAS REVOLTA MORADORES EM SERRA

“Estamos vivendo à base de soníferos, porque não conseguimos dormir em paz. Quando não é poeira, é lama. A porta da minha casa virou um chiqueiro”, relatou o morador Clemente Silva, visivelmente indignado com a situação.

INSEGURANÇA E PREJUÍZO

Moradores também denunciam acidentes provocados pelas condições da via. Seu Kelé, residente da rua, contou que sofreu um tombamento com seu triciclo ao tentar sair de casa. “Os buracos deixados pelos caminhões me derrubaram. É um perigo constante”, afirmou.

Pavimento da Rua Abaete apresenta buracos que causam acidentes aos moradores

Comerciantes locais também estão sendo afetados. Um empresário da região relatou que precisa manter as portas de seu estabelecimento quase sempre fechadas para tentar minimizar o ruído das carretas. “Tem hora que são mais de dez caminhões ao mesmo tempo. Umas param para as outras passarem. É muito barulho e muita sujeira. Se a Prefeitura não agir, vamos procurar a Justiça”, declarou.

IMPACTOS NA SAÚDE E EDUCAÇÃO

Além do desconforto, os moradores relatam prejuízos diretos na qualidade de vida. Um dos entrevistados, que preferiu não se identificar, contou que seus filhos pequenos têm enfrentado dificuldades no aprendizado por não conseguirem dormir direito. “O barulho é constante, dia e noite. As crianças não descansam, e isso está afetando a escola”, disse.

TRÁFEGO INTENSO DE CARRETAS REVOLTA MORADORES EM SERRA

Possível verificar mais de 10 carretas ao mesmo tempo

BALANÇA BURLADA?

Há também suspeitas de que muitos caminhões estejam desviando da balança de pesagem da MGC-418, o que aumentaria ainda mais o fluxo nas ruas residenciais da cidade. A reportagem do EM TEMPO esteve no local e constatou a circulação de carretas com cargas superiores a 80 toneladas, o que excede os limites recomendados para vias urbanas comuns.

A prática de umectação das ruas, adotada por algumas empresas para reduzir a poeira, também tem gerado problemas. Em dias chuvosos, a água acumulada transforma a poeira em lama, comprometendo ainda mais a trafegabilidade e agravando os danos ao asfalto.

PEDIDO DE PROVIDÊNCIAS

Diante da situação, os moradores protocolaram um abaixo-assinado com 125 assinaturas na Prefeitura Municipal, cobrando ações imediatas do poder público. Entre as reivindicações estão a restrição de tráfego pesado nas ruas residenciais, fiscalização rigorosa e a criação de rotas alternativas para caminhões.

TRÁFEGO INTENSO DE CARRETAS REVOLTA MORADORES EM SERRA

Muros e paredes de residências aprrsentam rachaduras

ESCLARECIMENTO DA SUZANO

“A empresa esclarece que suas operações logísticas são conduzidas em conformidade com as legislações vigentes e autorizadas pelos órgãos competentes. Embora outras empresas também realizem operações de transporte na região, a Suzano destaca sua parceria com o poder público para contribuir com a recuperação das vias utilizadas. Essa iniciativa reflete o alinhamento da companhia com boas práticas, buscando deixar as estradas em condições melhores do que aquelas encontradas antes do início de suas atividades.

Em linha com seus princípios de atuação, mantém-se aberta ao diálogo com a sociedade, buscando esclarecer suas atividades e as medidas de mitigação adotadas. Essas ações visam atender às exigências legais, garantir a segurança viária e promover uma convivência ainda mais harmoniosa com as comunidades locais.

A Suzano permanece com canais abertos e equipes à disposição para esclarecimentos.”

RESPOSTA DA PREFEITURA

A Prefeitura de Serra dos Aimorés informa que está atenta às demandas da população e tem acompanhado de perto os apelos dos moradores. A administração municipal segue presente, ouvindo a comunidade e empenhada na busca por soluções efetivas.
Ressaltamos que estão sendo realizadas reuniões com as empresas que utilizam o trajeto diariamente, com o objetivo de alinhar medidas que atendam aos interesses da coletividade. Em breve, a Prefeitura anunciará as ações que serão adotadas para resolver a situação de forma responsável e definitiva.

Fonte: https://jornalemtempo.com/