Início Site Página 15

Milhares de trabalhadores lotam ALMG contra privatização da Copasa

0

Audiência da Comissão do Trabalho debateu, nesta quinta (22), Proposta de Emenda à Constituição que retira exigência de referendo para venda de estatal.

Com faixas e cartazes, trabalhadores repudiaram o fim do referendo popular sobre privatização da Copasa
Arquivo ALMG – Foto: Ramon Bitencourt

Entoando gritos de protesto, milhares de trabalhadores da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) ocuparam o Auditório José Alencar e o Espaço Democrático José Aparecido de Oliveira, na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), desde o início da manhã desta quarta-feira (22/10/25).

A manifestação ocorreu durante audiência pública da Comissão do Trabalho, da Previdência e da Assistência Social sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 24/23, de autoria do governador Romeu Zema (Novo), cujo objetivo é facilitar a privatização ou federalização da empresa estatal de saneamento básico, ao derrubar a exigência de referendo popular para concretizar a venda.

A reunião é um pedido dos 20 parlamentares que compõem o bloco de oposição Democracia e Luta. “São mais de 6 mil pessoas hoje aqui presentes”, calculou o presidente da Comissão do Trabalho, deputado Betão (PT), um dos signatários do requerimento.

A mobilização massiva foi classificada como “um dia histórico para o movimento sindical” por Jairo Nogueira, presidente da Central Única dos Trabalhadores de Minas Gerais (CUT-MG). Ele lembrou uma pesquisa recente da Rádio Itatiaia que mostrou que 66% da população mineira é contra a retirada da consulta popular para a privatização.

Sergio Nobre, presidente nacional da CUT, afirmou ter acompanhado outros processos de privatização pelo País. “Quando privatizam uma empresa pública, a primeira coisa que fazem é a demissão de trabalhadores e o rebaixamento de salários”, disse o líder sindical. “Não cometam o crime que cometeram com a Sabesp”, completou, fazendo referência à experiência de privatização da empresa de saneamento do Estado de São Paulo.

O coordenador-geral do Sindicato Intermunicipal dos Trabalhadores na Indústria Energética de Minas Gerais (Sindieletro MG) Emerson Andrada Leite, que representa os servidores da Cemig, criticou o fato de nunca ter havido um debate público sobre as consequências positivas da privatização.

“É importante que o governo aponte onde a privatização do saneamento deu certo, onde a população teve acesso a uma água mais limpa e um serviço de qualidade. Isso nunca aconteceu.”
Emerson Andrada Leite
Coordenador-geral do Sindieletro MG

Lideranças sindicais das áreas da Educação, dos Correios e do Itamaraty, também presentes na audiência, prestaram solidariedade aos trabalhadores da Copasa e se manifestaram contrários à PEC 24/23. O movimento recebeu apoio ainda de vereadores dos municípios de Pedro Leopoldo, Contagem, Lagoa Santa, Porteirinha e Belo Horizonte, além de representantes de movimentos da juventude.

Privatização levará à universalização do serviço, defende governo

Frederico Amaral e Silva, secretário-adjunto de Desenvolvimento Econômico do Governo de Minas Gerais, justificou a venda da Copasa como mais uma estratégia para amortização da dívida do Estado com a União, como parte da adesão ao Programa do Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag).

Segundo ele, os recursos da transferência da estatal seriam utilizados para se alcançar os 20% de amortização necessários para obtenção de juros zero, uma das regras do programa. Além disso, tais recursos poderiam ainda ser alocados em investimentos obrigatórios em áreas estratégicas previstos no Propag. “O Estado hoje não tem capacidade financeira de realizar esses investimentos sem a desestatização de algumas de suas empresas”, informou.

Outra justificativa seria a necessidade de universalizar o saneamento em Minas Gerais, meta estabelecida pelo Marco Legal do Saneamento até o ano de 2033. “São quase 4 milhões de mineiros sem acesso à água potável. É para essas pessoas que estamos trabalhando”, justificou Frederico Amaral e Silva.

Ainda de acordo com o secretário-adjunto, 293 municípios mineiros não são atendidos com o esgotamento sanitário e a privatização da Copasa permitiria preencher essa lacuna. “A empresa necessita de mais eficiência e redução da burocracia”.

Comissão do Trabalho, da Previdência e da Assistência Social - debate sobre a privatização da Copasa

O diretor-presidente da Copasa, Fernando Passalio de Avelar, reiterou a fala do representante do governo. “Esse é o verdadeiro desafio: garantir água e esgoto tratado para todos os mineiros”, destacou, afirmando ser urgente a necessidade de universalização.

Sobre o temor a demissões de trabalhadores com a possível privatização, o presidente da empresa disse que dados recentes mostram que o Brasil vai precisar de 1 milhão e meio de trabalhadores até 2033 no setor de saneamento, segmento que disse ser o que mais gera empregos no País. “O cenário hoje não é de demissão”, afirmou.

Ele ainda citou dados positivos acerca do desempenho da empresa em sua gestão como presidente, com redução de 53% em acidentes de trabalho desde 2019 e do tempo de resposta a inconformidades graves. Disse ainda que a Copasa tem no momento seu maior plano de investimentos, de R$ 17 bilhões até 2029. “A empresa vive hoje um de seus melhores momentos, mas a universalização exige mais agilidade, eficiência, competitividade e mais pessoas”, justificou.

Sindicato rebate afirmações

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Purificação e Distribuição de Água e em Serviços de Esgotos do Estado de Minas Gerais (Sindágua), Eduardo Pereira de Oliveira, contrapôs a fala dos representantes do governo. Segundo ele, ambos “mentiram descaradamente” em suas falas. Citou como exemplo casos de mortes de trabalhadores por acidentes em serviço, como os que teriam ocorridos em cidades como Salinas (Região Norte), Divinópolis (Centro-Oeste) e Cabo Verde (Sul).

“Quero ver a empresa falar para essas famílias que os acidentes estão diminuindo. A Copasa está é matando trabalhadores, por isso afirmo que o presidente é mentiroso”, rebateu, explicando que, embora o número total de acidentes possa ter diminuído, a quantidade de incidentes fatais tem aumentado.

Sobre a fala do secretário de que a empresa precisa ser privatizada para ter recursos para investimentos do governo, o líder sindical avaliou que a afirmação foi desmentida pelo próprio presidente da empresa, quando ele anunciou investimentos de R$ 17 bilhões na companhia nos próximos quatro anos.

O sindicalista também exibiu notícias veiculadas na imprensa e estudos que na sua avaliação mostrariam “Copasas diferentes”. Em uma delas, o vice-governador Mateus Simões teria questionado investimentos na Copasa sendo feitos à beira da privatização. Em outra, mais antiga, a Copasa é destacada, como tendo atingido em 2021 a universalização de água tratada. E numa mais recente, o governador Romeu Zema afirma que a venda será transparente.

“De qual Copasa estamos falando?”, questionou sobre discursos diferentes, que de um lado defendem a privatização com transparência, mas sem ouvir a população no referendo; e de outro justificam a ideia de venda pela necessidade de investimentos já anunciados.

Parlamentares da oposição rechaçam desestatização

A deputada Bella Gonçalves (Psol) citou a relevância dos serviços prestados pela Copasa, como a erradicação da xistose, segundo ela graças ao trabalho de excelência no cuidado com a água, além de ter sido premiada por sustentabilidade ambiental e destacada entre as melhores empresas no mundo em saneamento.

Para a deputada, a tentativa de privatização não teria relação com o Propag, como alega o Governo do Estado.  “O presidente Lula inclusive ampliou o prazo para a avaliação dos ativos ser feita com calma”, referindo-se sobre os ativos que o governo deve oferecer como abatimento da dívida com a União.

A parlamentar também defendeu que a privatização não teria relação com a necessidade de investimentos, uma vez que, além dos investimentos de R$ 17 bilhões anunciados pelo presidente da empresa, outros R$ 11 bilhões estariam assegurados, decorrentes dos acordos pelo rompimento das barragens de mineração em Mariana e Brumadinho.

Por fim, Bella Gonçalves classificou a privatização como um retrocesso e como inconstitucional a tentativa de calar a população sobre o assunto “Caso esse abuso passe, vamos levar esse tema ao STF”, adiantou.

As deputadas Lohanna (PV), Ana Paula Siqueira (Rede) e Andréia de Jesus (PT) e o deputado Professor Cleiton (PV) endossaram as críticas à privatização da empresa e à retirada da necessidade do referendo. “Aqui na Casa vamos lutar contra a PEC do Cala a Boca”, resumiram em suas falas.

Em vídeo, o deputado federal Rogério Correia (PT-MG) cobrou da Prefeitura de Belo Horizonte que também entre no processo contra a privatização da Copasa, dizendo que a Capital não desejaria a venda da empresa. Também manifestou preocupação com o destino dos serviços nas cidades menores sendo prestados por terceiros interessado em lucro.

Fala do deputado Celinho Sintrocel (PcdoB) foi no mesmo sentido. “A privatização não ajuda nem a população e nem os servidores, ajuda só os que têm a ganância pelo lucro”.

O deputado Doutor Jean (PT) apoiou a presença dos trabalhadores e defendeu o fortalecimento do movimento contra a privatização da Copasa.

Beatriz Cerqueira (PT) referiu-se à mobilização dos trabalhadores contra a PEC e a privatização como uma das mais representativas que a ALMG já recebeu. Ela defendeu uma vigília permanente na Casa, pontuando que várias reuniões extraordinários do Plenário estão convocadas com a PEC na pauta, como às 18 horas desta mesma quarta (22) e outras previstas nesta quinta (23).

Fonte: https://www.almg.gov.br/

Ausência de Zema na COP30: o que Minas pode perder com isso?

0

A decisão do governador de não ir ao evento climático em Belém pode afetar investimentos e a imagem do estado no cenário ambiental global; entenda

A decisão do governador de Minas Gerais, Romeu Zema, de não participar da COP30 em Belém (PA) acende um alerta sobre as possíveis consequências para o estado. A ausência no maior evento climático do mundo, realizado pela primeira vez na Amazônia, pode custar caro em termos de investimentos, reputação e protagonismo político.

Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas é mais do que um encontro de líderes; é a principal vitrine global para políticas ambientais e atração de capital verde. Estar presente significa ter um assento na mesa onde o futuro da economia sustentável é discutido e negociado.

A ausência do chefe do Executivo mineiro pode ser interpretada como um desinteresse pela pauta climática, o que afeta diretamente a percepção de investidores internacionais. Atualmente, critérios ESG (ambiental, social e de governança) são decisivos para a alocação de bilhões de dólares em projetos de infraestrutura, energia limpa e desenvolvimento.

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quarta-feira (22) que a substituição temporária do chefe do Poder Executivo pelo vice, nos seis meses antes da eleição, por decisão judicial, não configura um novo mandato.

0

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quarta-feira (22) que a substituição temporária do chefe do Poder Executivo pelo vice, nos seis meses antes da eleição, por decisão judicial, não configura um novo mandato.

Com isso, o vice que assume o cargo nessas condições pode disputar a reeleição, sem que isso seja considerado um terceiro mandato consecutivo. Os ministros ainda decidirão uma tese a ser utilizada em casos semelhantes, que incluirá um tempo máximo de substituição nestas condições. (entenda mais abaixo)

🔎A lei brasileira impõe limites à reeleição de cargos do Poder Executivo, como presidente, governador e prefeito. Quando o vice assume o posto do titular, pode enfrentar restrições para disputar novos mandatos.

Julgamento

O relator, ministro Nunes Marques, defendeu que a substituição temporária por decisão judicial não deve tornar o vice inelegível. Ele propôs que esse tipo de substituição não ultrapasse 90 dias.

Os ministros André Mendonça, Cristiano Zanin, Alexandre de Moraes, Luiz Fux e Gilmar Mendes também entenderam que não era aplicável a inelegibilidade ao político nestas circunstâncias.

O ministro Flávio Dino abriu a divergência, concluindo que a legislação já tem regra expressa sobre o tema e não cabe criar exceções. Acompanharam o entendimento os ministros Dias Toffoli, Cármen Lúcia e o presidente Edson Fachin.

O STF ainda vai definir uma tese — um resumo da decisão — que será usada em casos semelhantes. Esse texto deve estabelecer um limite para o tempo de substituição. Nunes Marques sugeriu até 90 dias, mas outros ministros propuseram prazos diferentes.

Caso concreto

O julgamento envolveu um recurso sobre a eleição em Cachoeira dos Índios, na Paraíba. Em 2016, o vice-prefeito assumiu o cargo por oito dias, após o afastamento do titular por decisão judicial, dentro dos seis meses que antecederam a eleição.

Ele foi eleito prefeito em 2016 e reeleito em 2020.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) entendeu que a substituição foi um exercício de mandato, o que poderia impedir a reeleição.

🔎A decisão tem repercussão geral. Isso significa que o entendimento do STF será seguido por outros tribunais em casos parecidos.

Fonte: G1

Feriado mudou de data e outubro vai prolongar 3 dias de folgas no Brasil

0

O mês de outubro trará uma folga extra para milhares de trabalhadores em todo o país. Diversas prefeituras e governos estaduais decidiram antecipar o ponto facultativo do Dia do Servidor Público — tradicionalmente comemorado em 28 de outubro (terça-feira) — para o dia 27 (segunda-feira), formando assim um feriado prolongado de três dias.

A decisão já foi confirmada em vários estados brasileiros, entre eles Espírito Santo, São Paulo, Minas Gerais, Rondônia e Roraima. No Espírito Santo, por exemplo, todas as cidades da Grande Vitória — Serra, Vitória, Vila Velha e Cariacica — publicaram decretos transferindo oficialmente a data.

Com a mudança, os servidores públicos poderão aproveitar um descanso prolongado, unindo o fim de semana à segunda-feira. Apesar do ponto facultativo, os serviços essenciais seguirão em pleno funcionamento, incluindo atendimentos de urgência e emergência, coleta de lixo e operações de segurança pública.

Fonte: https://diariodepernambuco.com.br/

OAB aprova proposta legislativa para ajustar aplicação do CPC aos honorários

0

Texto busca assegurar que os critérios do art. 85 sejam observados em todas as hipóteses, inclusive em renegociações e ações coletivas, corrigindo distorções que afetam a remuneração da advocacia.

Conselho Pleno da OAB aprovou, por unanimidade, proposta legislativa que será encaminhada ao Congresso Nacional com o objetivo de assegurar a aplicação uniforme dos parâmetros previstos no art. 85 do CPC para a fixação dos honorários advocatícios, em defesa da valorização profissional e da função essencial da advocacia na administração da Justiça.

De autoria da conselheira Amanda Lima Figueiredo e relatoria do conselheiro federal pelo Amapá, Alessandro Uchôa de Brito, a proposta busca corrigir distorções que vêm restringindo ou até impedindo o pagamento da verba honorária.

Entre essas distorções, estão a limitação automática de 1% em renegociações e a vedação à fixação de honorários em execuções decorrentes de ações civis públicas.

“A advocacia, como função essencial à administração da Justiça, possui prerrogativa inafastável à justa remuneração pelo seu trabalho”, afirmou Uchôa de Brito. Ele destacou que a legislação atual ignora a complexidade das causas e a natureza alimentar dos honorários, contrariando os critérios estabelecidos no CPC.

O texto aprovado altera o art. 15-E da lei 7.827/89, para prever que “ao saldo devedor a ser liquidado ou repactuado poderão ser acrescidos honorários advocatícios nos termos dos critérios e percentuais previstos no art. 85 do CPC, inclusive em homologações judiciais de acordo”.

Também propõe ajustes na lei 14.166/21 e no Estatuto da Advocacia, a fim de unificar a aplicação desses parâmetros e revogar restrições consideradas “descabidas” à atuação dos advogados em causas de interesse coletivo.

“Nossa proposta elimina restrições atípicas, promove igualdade entre os profissionais e reconhece que os honorários decorrem da efetiva prestação de serviços jurídicos”, acrescentou o relator.

A fundamentação do texto se apoia na súmula 47 do STF, que reconhece a natureza alimentar dos honorários advocatícios. Para o relator, a via legislativa é o caminho mais seguro para garantir as prerrogativas da advocacia e fortalecer sua atuação em demandas de relevância pública.

A nova proposta substitui o encaminhamento de uma ADIn, anteriormente aprovada pelo Conselho em maio deste ano, consolidando a estratégia da OAB de buscar a valorização profissional por meio de medidas legislativas.

Fonte: https://www.migalhas.com.br/

De açougue familiar à energia nuclear: como os irmãos Batista construíram um império bilionário com mais de 50 marcas e presença em 20 países

0

A holding J&F, avaliada em bilhões, anunciou investimento de R$ 535 milhões na Eletronuclear e reforça o domínio dos irmãos Batista em setores globais

A história dos irmãos Joesley e Wesley Batista é um retrato do crescimento meteórico de um pequeno negócio goiano que se transformou em um império bilionário com alcance internacional. A holding J&F Investimentos, controlada pela dupla, anunciou na última quarta-feira (15) a compra de uma participação na Eletronuclear por R$ 535 milhões, marcando sua entrada no setor de energia nuclear e consolidando uma presença já diversificada em mais de 50 marcas e oito grandes negócios espalhados por diferentes continentes.

De um açougue em Goiás ao domínio global das proteínas

A origem da J&F remonta a 1953, quando José Batista Sobrinho, o “Zé Mineiro”, abriu o pequeno açougue Casa de Carnes Mineira em Anápolis (GO). A modesta operação, baseada na compra e venda de gado, logo evoluiu para uma rede de matadouros e frigoríficos. Em 1975, o negócio ganhou novo nome: Friboi, marca que se tornaria sinônimo de carne brasileira no mundo.

Com a entrada da segunda geração da família na década de 1980, a empresa passou por uma fase de profissionalização e acelerou o crescimento. A virada de chave viria nos anos 2000, quando o grupo iniciou um processo agressivo de internacionalização. A compra da Swift Armour, na Argentina, foi o primeiro passo para a criação de um verdadeiro império da proteína animal.

Nos dois anos seguintes, o conglomerado adquiriu seis frigoríficos adicionais no país vizinho e, em seguida, expandiu para os Estados Unidos e Europa. Em 2007, o nome JBS passou a representar oficialmente a marca global. Naquele mesmo ano, a empresa realizou sua abertura de capital (IPO), levantando R$ 1,6 bilhão e ingressando na B3 e na Bolsa de Nova York (NYSE). Hoje, a JBS tem valor de mercado estimado em R$ 70 bilhões, sendo uma das maiores processadoras de carne do planeta.

Diversificação bilionária e expansão internacional

A partir de 2010, a J&F diversificou seu portfólio, avançando em setores como finanças, energia, celulose, tecnologia e mineração. A holding também ampliou sua presença no varejo e consumo, criando a Flora Higiene e Cosméticos, e estendeu seus negócios a mais de 20 países.

Com operações que vão de agronegócio e comunicação a serviços financeiros e industriais, o conglomerado tornou-se uma das maiores potências empresariais da América Latina. Segundo informações divulgadas pelo G1, o grupo controla oito grandes negócios e dezenas de marcas, o que inclui uma extensa cadeia de produção e distribuição de alimentos e produtos derivados.

A entrada no setor de energia nuclear, por meio da compra de parte da Eletronuclear, representa mais um movimento estratégico para fortalecer a presença da J&F em setores considerados estratégicos para o futuro. A aquisição de R$ 535 milhões reforça a capacidade de investimento da holding e amplia o alcance de sua atuação global.

Escândalos políticos e reviravoltas judiciais

Contudo, a trajetória dos irmãos Batista também é marcada por escândalos políticos e investigações. Em 2017, uma delação bombástica revelou que Joesley e Wesley Batista gravaram o então presidente Michel Temer autorizando pagamentos para manter o silêncio de Eduardo Cunha, ex-presidente da Câmara dos Deputados, preso na Operação Lava Jato.

Além disso, Joesley entregou ao Ministério Público Federal um áudio em que Aécio Neves (PSDB-MG) pedia R$ 2 milhões para custear advogados. No auge da crise, os irmãos admitiram ter subornado cerca de 1.800 políticos, e o faturamento da JBS saltou de R$ 4 bilhões em 2006 para R$ 170 bilhões em 2016 — um crescimento vertiginoso que chamou atenção do mundo financeiro.

Os dois acabaram afastados da liderança da JBS e presos sob acusação de uso de informações privilegiadas. Mais tarde, foram absolvidos no processo. Em 2023, o Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu a multa aplicada à J&F no acordo de leniência, após indícios de tendência indevida por parte de promotores. O caso ainda aguarda decisão definitiva no tribunal.

Um império bilionário em movimento

Atualmente, Joesley e Wesley Batista figuram entre os dez maiores bilionários do Brasil, segundo a revista Forbes. Mesmo após os escândalos, o conglomerado segue em expansão constante, explorando novas frentes econômicas e reafirmando sua influência global.

De um pequeno frigorífico em Goiás à energia nuclear, o império da família Batista mostra como visão estratégica, capital e poder político podem transformar uma empresa local em um dos maiores grupos privados do mundo. E, ao que tudo indica, o expansionismo da J&F ainda está longe de acabar.

Fonte: https://clickpetroleoegas.com.br/

‘Uber do boi’: a aposta dos irmãos Batista no transporte de gado

0

Braço logístico da JBS desenvolveu aplicativo para conectar pecuaristas e transportadora

Com o maior rebanho bovino comercial do mundo e um território de proporções continentais, o Brasil acaba enfrentando grandes desafios na logística de transporte desses animais: o tempo e a distância.

É nesse cenário que a TRS, transportadora do grupo JBS de propriedade dos irmãos Wesley e Joesley Batista lançou o aplicativo Uboi, popularmente conhecido como “Uber do boi”. A ideia é que a ferramenta funcione de maneira semelhante ao aplicativo de transportes da Uber, mas com os bovinos como passageiros.

A tecnologia não é bem uma novidade no agro. Existem empresas que oferecem transporte de cargas, como grãos e insumos. A diferença do aplicativo da JBS  é o foco na pecuária, que demanda maiores cuidados para o transporte dos animais.

O volume de abates no Brasil gira em torno de 35 a 40 milhões de cabeças anualmente. Para cada bovino abatido, ocorrem pelo menos dois transportes: o primeiro é do local de nascimento até onde serão engordados e depois do local de engorda até o abatedouro. Com isso, o potencial do nicho de transporte de gado chega a 70 a 80 milhões de movimentações anuais, considerando apenas essas etapas principais.

Com o aplicativo pecuaristas de todo o Brasil podem solicitar transporte para seus animais entre fazendas ou com destino a frigoríficos. Plataforma surgiu em 2020 com um investimento aproximado de R$ 1 milhão. Hoje em dia a frota da TRS disponível para o app conta com aproximadamente 800 caminhões com motoristas contratados pela empresa.

Frota do Uboi (Divulgação)

Sobre o nome da ferramenta e a semelhança com a Uber, Márcio Salaber Pereira, diretor da TRS explicou em entrevista à Dinheiro Rural que o objetivo da marca é transmitir confiança e credibilidade para os clientes, algo que segundo ele a empresa de transporte por aplicativos já tem consolidada.  “Não foi uma sinergia direta, mas fortaleceu muito, até para poder ficar algo simplista para o usuário na ponta”.

No início as operações foram restritas apenas a São Paulo, Mato Grosso do Sul, Goiás e Vale do Araguaia, em Mato Grosso. Agora disponível em todo país, a empresa aponta que já realizou mais de 93 mil viagens nos últimos 5 anos.

Como funciona o Uboi?

O aplicativo foi projetado para atender a diversos perfis de pecuaristas, desde os maiores que costumam movimentar milhares de cabeças de gado até os que farão uma única viagem dentro de sua própria propriedade.

É possível transportar desde bezerros, animais jovens, animais adultos, machos, fêmeas,  conforme a necessidade da cadeia.

Por razões de segurança o indicado é que os transportes sejam realizados com um volume significativo de animais, minimizando lesões no trajeto.

“Não existe um mínimo, mas se você transportar menos animais do que é o ideal, por exemplo, se eu transportar somente dois animais em um caminhão, eu tenho que ter uma condição exclusiva para isso, porque pode ser que no andar os animais se desequilibrem e se machuquem”, explica o diretor da TRS.

Os veículos da empresa conseguem transportar até 50 animais. De acordo com Salaber, essa capacidade representa uma evolução significativa em relação aos modelos anteriores.

Chamando o Uber do boi

O primeiro passo para conseguir realizar o transporte dos animais via Uboi é baixar o aplicativo, mas muitos pecuaristas preferem o WhatsApp para realizar a contratação, segundo o diretor da TRS, já que a ferramenta é multicanal.

A partir do primeiro contato os usuários devem informar onde o embarque será realizado e qual o destino. A seguir é necessário informar as características do animal como gênero e peso aproximado.

Na sequência a plataforma direciona o equipamento correto e dimensiona a capacidade correta de locação do veículo.

A cotação de preço e dada por região, perfil do animal, acesso (tipo de estrada), tempo de viagem. A plataforma pode sugerir datas para otimizar o caminhão e reduzir o preço para o cliente.

Os caminhões são monitorados durante todo o serviço com previsão de embarque e desembarque além do tempo de viagem entre os locais.

*A IstoÉ Dinheiro Rural procurou a Uber para comentar, mas não obteve retorno

*Estagiário sob supervisão

OAB mantém norma que veda a constituição de sociedade de advogados

0

O Conselho Pleno OAB decidiu, por unanimidade, pela manutenção do inciso X do artigo 2º do Provimento nº 112/2006, que veda a constituição de sociedades de advogados na forma de cooperativa. O tema foi relatado pelo conselheiro federal Francisco Maurício Rabelo de Albuquerque Silva (PE), cujo voto foi acolhido integralmente pelo colegiado.

Em sua manifestação, o relator destacou que a decisão reafirma o compromisso da OAB com a preservação da natureza institucional e ética da advocacia. Segundo ele, o Estatuto da Advocacia (Lei nº 8.906/1994) já define, em seu artigo 15º, os tipos societários admitidos: a Sociedade Simples de Advogados e a Sociedade Unipessoal de Advocacia, incluída pela Lei nº 13.247/2016.

Francisco Maurício enfatizou, ainda, que a advocacia possui natureza jurídica singular, de caráter técnico, pessoal e social. “Esta Instituição defende intransigentemente que a advocacia não pode ser confundida com nenhuma atividade econômica”, ressaltou o relator.

O tema foi levado ao Plenário a partir de proposição encaminhada pelo Instituto dos Advogados do Brasil (IAB), que sugeria a revogação do dispositivo, com o objetivo de permitir a criação de cooperativas de trabalho formadas por advogados. A proposta foi fundamentada na defesa de melhores condições de atuação e remuneração para a advocacia, bem como nos princípios constitucionais de liberdade associativa e no marco legal das cooperativas (Lei nº 5.764/1971).

Ao analisar a proposição, o relator destacou que, embora o cooperativismo seja reconhecido como instrumento legítimo de organização social e econômica, a sua aplicação à advocacia não encontra respaldo jurídico, uma vez que o artigo 3º da Lei nº 5.764/71 define a cooperativa como atividade econômica, o que conflita com a natureza institucional e não mercantil da profissão.

 

Fonte: https://www.oab.org.br/

O caso que aconteceu em Araçuaí onde um médico de 46 anos, foi condenado a 5 anos e 10 meses de prisão pelo crime de tráfico de drog@s, segundo a juíza Patrícia Bergamaschi de Araújo.

0
O caso que aconteceu em Araçuaí onde um médico de 46 anos, foi condenado a 5 anos e 10 meses de prisão pelo crime de tráfico de drog@s, segundo a juíza Patrícia Bergamaschi de Araújo. Ele deverá cumprir a pena em regime semiaberto, podendo trabalhar ou estudar durante o dia e retornando à prisão à noite.

O médico estava preso desde 4 de março no Presídio Carlos Vitoriano. Ele trabalhava como perito no INSS e clínico geral na Policlínica Municipal de Araçuaí, cargos que juntos somavam cerca de R$ 23 mil por mês, segundo informações do processo. Atualmente, ele está afastado e responde a um Inquérito Administrativo.

A sentença determina ainda que o carro do médico, uma Toyota RAV4 2019 avaliada em R$ 160 mil, seja confiscado em favor da União. No veículo, a Polícia Militar encontrou coc@ín@, dinheiro e uma balança de precisão, o que levou a Justiça a entender que o carro era usado para tráfico, segundo a magistrada.

Um jovem de 26 anos que mantinha relacionamento com o médico também foi preso. Ele tentou resistir à prisão e chegou a quebrar a lanterna traseira da viatura, segundo relatos. A Justiça o inocentou do tráfico, mas o condenou a 8 meses em regime aberto por resistência, devendo prestar serviços à comunidade.

O médico foi abordado enquanto dirigia próximo a um ponto de drog@s. No carro, os policiais apreenderam 110 gramas de coc@ín@, dinheiro em espécie, dólares, sacolés com drog@ e uma balança de precisão. Ele também informou sobre a existência de cinco munições de calibre .38 em casa, que foram apreendidas.

Segundo o jovem, o médico comprava drog@s para revender a colegas e amigos. Conversas em celular do médico reforçaram a investigação sobre seu envolvimento com o tráfico. A drog@ será destruída e o carro, o dinheiro e o celular do médico serão destinados ao Fundo Nacional Antidrog@s, enquanto as munições seguem para o Exército.

Fonte: https://www.instagram.com/

Dezessete postos de combustíveis são autuados no Norte de MG em fiscalização do MPMG

0

Dezessete postos de combustíveis foram autuados no Norte de Minas Gerais durante fiscalização realizada pelo Ministério Público de Minas Gerais por meio do Procon.

Segundo informações divulgadas pelo MPMG nesta sexta-feira (17), 47 estabelecimentos foram fiscalizados em Grão Mogol, Porteirinha, Jaíba e São João da Ponte, no mês de outubro.

“As autuações ocorreram devido à falta ou insuficiência de informações necessárias ao consumidor, como preços visíveis ou origem do combustível comercializado. Não houve autuação ligada à qualidade nem à quantidade do combustível comercializado”, detalhou o MP.

Veja o número de postos fiscalizados e autuados em cada município:

  • Grão Mogol: Oito postos fiscalizados, sendo que um deles não estava funcionando. Quatro foram autuados
  • Porteirinha: Quinze postos fiscalizados, sendo três foram autuados
  • Jaíba: Doze postos fiscalizados, sendo oito estabelecimentos autuados
  • São João da Ponte: Doze postos fiscalizados, sendo dois autuados

 

Fiscais durante os trabalhos — Foto: MPMG

Fiscais durante os trabalhos — Foto: MPMG