Vítima de 13 anos foi agredida por horas e abusada ao longo de meses. Mãe disse que agressões foram ordenadas por entidade espiritual e pelo líder religioso.

Um líder espiritual, de 34 anos, e a mãe de um adolescente, de 30, foram presos preventivamente nessa terça-feira (16) em Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri. Eles são investigados por crimes de tortura e estupro de vulnerável contra o garoto, de 13 anos, em um centro religioso da cidade.
A investigação é conduzida pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) e começou após o registro do caso em agosto. Segundo a Polícia Civil, as agressões teriam ocorrido dias antes e foram filmadas. O vídeo chegou a circular nas redes sociais.
Violência como forma de repressão
De acordo com a delegada Herta Chaves Coimbra, a mãe da vítima confessou ter participado das agressões e assistido à tortura. Em depoimento, ela afirmou que os atos foram ordenados por uma entidade espiritual, identificada como “Exu”, e também pelo líder religioso, que está preso.
A motivação, segundo os levantamentos, seria o fato de o adolescente demonstrar interesse por uma das filhas do líder espiritual, também adolescente.
A delegada informou ainda que a mãe da vítima confessou ter participado das agressões e assistido à tortura. Outro suspeito de envolvimento é o namorado do líder espiritual, que é menor de idade.
Com base nos elementos reunidos, a Polícia Civil representou pela prisão preventiva dos dois adultos e por mandado de busca e apreensão no local do crime. Um chicote de couro, utilizado nas agressões, foi recolhido pela equipe policial.
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Chicote de couro foi utilizado nas agressões — Foto: Polícia Civil
O homem e a mulher foram encaminhados ao sistema prisional e estão à disposição da Justiça. As investigações continuam para conclusão do inquérito.






