O ponto mais polêmico da denúncia envolve o uso de recursos públicos para processos de cassação de vereadores. De acordo com o documento, a Câmara desembolsou R$ 51.600,00 apenas em 2025 para o escritório de advocacia Coelho & Landim, de Belo Horizonte, contratado especificamente para atuar nessas causas. O vereador questiona o abandono da causa pelo escritório sem explicações à sociedade e cita outros gastos periféricos ligados ao mesmo objetivo: R$ 3.200,00 com segurança privada, R$ 4.350,00 com perícia e mais de R$ 15 mil pagos ao Instituto Zuriel.
Outro dado que chama a atenção é a fatura gastronômica da Casa. Mesmo com o expediente encerrando-se rotineiramente às 13h, foram gastos R$ 24.026,75 em restaurantes. O vereador Ildo relatou ter participado de uma dessas refeições no início do mandato, no valor de R$ 730,00, mas afirmou discordar do uso de verba pública para alimentar servidores e agentes que já possuem salários. Ele ainda revelou que a gestão anterior (2024) foi ainda mais perdulária, gastando R$ 51.264,00 com alimentação, caso que já está sendo formalizado pela vereadora Vitória junto ao Ministério Público.
Em contrapartida, o vereador destacou a transparência de seu próprio gabinete, lembrando que doa integralmente seu salário (exceto o 13º). Suas despesas institucionais somaram R$ 2.622,82, referentes a viagens para cursos, solenidades e agendas no Ministério Público, todas com relatórios arquivados. Para o parlamentar, o esclarecimento é um dever, já que “cada centavo pertence ao povo” e exige responsabilidade e respeito.
Fonte das informações: grupo do vereador Ildo Gomes Teixeira Sobrinho
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