Deputado aciona TCU contra indicação de Anielle Franco para conselho de empresa de pagamentos do BB

 Deputado aciona TCU contra indicação de Anielle Franco para conselho de empresa de pagamentos do BB

O deputado estadual Leonardo Siqueira (NOVO) considera que a nomeação fere a Lei das Estatais; Procurada, a ministra ainda não se manifestou

BRASÍLIA — O deputado estadual de São Paulo Leonardo Siqueira (Novo) protocolou nesta terça-feira, 12, uma representação junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) contra a nomeação da ministra da Igualdade RacialAnielle Franco, para o conselho de administração da Alelo, empresa de pagamentos. Ela foi indicada pelo Banco do Brasil, que gere a companhia em parceria com o Bradesco.

Com o cargo na Alelo, ministra Anielle Franco da do presidente pode ganhar até R$ 15 mil adicionais aos R$ 46 mil que já recebe
Com o cargo na Alelo, ministra Anielle Franco da do presidente pode ganhar até R$ 15 mil adicionais aos R$ 46 mil que já recebe

Foto: Estadão

Com o cargo, a aliada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva pode ganhar até R$ 15 mil adicionais aos R$ 46 mil que já recebe como ministra. As atribuições envolvem comparecer a reuniões mensais do colegiado e participar de votações.

Procurada, a ministra não se manifestou até a conclusão desta reportagem, que será atualizada caso ela se pronuncie. A Alelo afirmou que a nomeação atendeu a critérios, requisitos e ausência de vedações em processo de verificação de conformidade e de práticas de governança corporativa.

“Dentre tais práticas, vale citar a importância da diversidade de perfis e experiências na construção de colegiados de administração.

Conforme revelou o Estadão, o governo Lula tem utilizado ostensivamente esse tipo de nomeação para complementar salários de aliados, que chegam a faturar até R$ 80 mil por mês por meio dos jetons, como são chamados os adicionais pagos por participação em conselhos de empresas públicas e privadas. Até abril, 323 pessoas ligadas ao Executivo federal ocupavam cargos dessa natureza. Em alguns casos, os escolhidos não têm experiência na área de atuação das companhias.

No entendimento de Siqueira, a escolha de Anielle fere a Lei das Estatais e o Estatuto dos Servidores da União e cria riscos de conflito de interesses. Ele avalia que a vaga deveria ser ocupada por um quadro técnico com experiência no setor de atuação da empresa. Por isso, pediu ao TCU que suspenda a nomeação.

Até maio, Anielle integrou o conselho de administração da Tupy, uma metalúrgica privada na qual a BNDESPar, subsidiária do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), tem participação de 28%.

“A percepção simultânea de duas remunerações elevadas, especialmente em empresa com participação estatal, suscita questionamentos sobre a conformidade com o dever de agir de acordo com padrões éticos de probidade e decoro”, diz a representação do deputado Leonardo Siqueira.

A Comissão de Ética Pública (CEP) da Presidência analisou a indicação de Anielle e concluiu pela validade do ato. Na consulta, a relatora do caso, Maria Lúcia Barbosa, avaliou que as duas funções são compatíveis, mas determinou que a ministra se abstenha de divulgar ou usar informação privilegiada a que teve acesso.

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