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domingo, 30, novembro, 2025
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Brasil amplia produção de etanol e mira novos mercados, mas setor alerta para risco de sobreoferta

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Durante a abertura da Conferência NovaCana 2025, realizada nesta segunda-feira (15), o presidente executivo da Associação da Indústria da Bioenergia e do Açúcar de Minas Gerais (Siamig Bioenergia), Mário Campos Filho, destacou os desafios e oportunidades do setor de biocombustíveis diante da ampliação da produção e da busca por novos mercados.

Segundo o executivo, os novos investimentos anunciados — com foco especialmente na produção de etanol de grãos — devem estimular o consumo interno, levando o combustível renovável a novas regiões do país. No entanto, ele fez um alerta sobre a possibilidade de sobreoferta.

“Etanol tem mercado, mas é preciso conquistá-lo”

O presidente executivo da Siamig Bioenergia e também da Bioenergia Brasil, Mário Campos Filho, apontou o risco de produção acima da demanda, mas demonstrou otimismo com o potencial do setor.

“Tenho uma preocupação com a sobreoferta. Mas nesses mais de 20 anos defendendo o setor, aprendi que o maior problema é não ter mercado. O etanol tem mercado”, afirmou.

Brasil amplia produção de etanol e mira novos mercados, mas setor alerta para risco de sobreoferta

Mário Campos Filho, presidente da SIAMIG e da Bioenergia Brasil – Foto: Diviulgação

Segundo ele, os novos projetos devem ampliar o consumo interno, levando o combustível renovável para novas regiões do país. Ao mesmo tempo, Campos destacou a importância de expandir a presença internacional do Brasil em segmentos emergentes como o biometano, o SAF (combustível sustentável de aviação) e o biobunker, usado na navegação.

“Temos que colocar o Brasil como um hub para exportação de SAF”, defendeu.

Campos também observou que a demanda externa por biocombustíveis tem crescido, com vários países adotando mandatos obrigatórios de mistura de renováveis em combustíveis fósseis. Nesse cenário, ele alertou para a necessidade de agilidade do Brasil frente à concorrência internacional.

“Se a ‘super demanda’ não vier rápido, nós vamos precisar concorrer com os americanos na exportação de etanol; e estamos atrasados nessa disputa”, afirmou, citando o esforço dos Estados Unidos em abrir mercados e consolidar parcerias no setor.

O discurso foi reforçado por Luciano Rodrigues, diretor de inteligência setorial da União da Indústria de Cana-de-açúcar e Bioenergia (Unica). “Nós estamos falando de uma maior oferta, mas também vamos ter mais competidores. Há uma perspectiva positiva, mas o setor precisa continuar sendo eficiente”, pontuou.

A Conferência NovaCana 2025 reúne líderes e especialistas do setor sucroenergético para discutir os rumos da bioenergia no Brasil e no mundo. A expectativa é que a produção nacional de etanol ganhe protagonismo na transição energética global, desde que o país consiga garantir competitividade, ampliar mercados e manter a eficiência produtiva.

Imagem capa: Brasilagro.com.br

Por: EM TEMPO

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