Oposição mira nova cúpula do TSE para reverter decisões sobre desfile de Lula, apostando em Kassio Nunes Marques e André Mendonça
Nunes Marques: indicado ao STF pelo ex-presidente, ministro comandará processo de votação no ano que vem (Luiz Roberto/Secom/TSE)
Ao mesmo tempo em que inunda desde já o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com representações contra o desfile da Acadêmicos de Niterói em homenagem a Lula por propaganda eleitoral antecipada, a oposição aposta em novas investidas a partir de junho, quando os ministros Kassio Nunes Marques e André Mendonça assumirão os cargos de presidente e vice da Corte Eleitoral, respectivamente.
Ambos foram indicados ao Supremo Tribunal Federal por Jair Bolsonaro. Das sete cadeiras do TSE, três são ocupadas por ministros do STF, duas por integrantes do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e duas por juristas advindos da advocacia. O plenário do TSE elege seu presidente e vice entre os ministros do Supremo. O corregedor-geral da Justiça Eleitoral, por sua vez, será sempre um magistrado do STJ.
Na semana antes do Carnaval, o TSE rejeitou pedidos de liminar contra Lula e a escola que o homenageou por propaganda eleitoral antecipada sob o argumento de que qualquer medida àquela altura seria censura prévia, mas os ministros deixaram vários alertas em seus votos sobre o risco de que o desfile viesse a concretizar crimes eleitorais.






