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NANUQUE: Estrutura treme e balança com tanto peso

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Por: EM TEMPO
postado em 06 de novembro de 2025
Aprincipal ponte de Nanuque, no Vale do Mucuri, está no limite. Construída há cerca de 60 anos, a Ponte Magalhães Pinto, que liga as duas margens do rio Mucuri e integra o traçado da BR-439, vem apresentando sinais de desgaste e instabilidade. A situação preocupa moradores e especialistas, que alertam para o risco de interdição caso não sejam adotadas medidas urgentes de contenção e fiscalização do tráfego de veículos pesados.

NANUQUE: Estrutura treme e balança com tanto peso

Na última terça-feira (5), a equipe do Em Tempo flagrou quatro carretas carregadas com blocos de granito cruzando a ponte ao mesmo tempo. Estima-se que, somadas, as cargas ultrapassavam 300 toneladas, valor muito acima da capacidade originalmente projetada para a estrutura. Outros caminhões e automóveis trafegavam simultaneamente, aumentando ainda mais a sobrecarga.

NANUQUE: Estrutura treme e balança com tanto peso

Além de abalar a estrutura da ponte, ocasiona interrupção do fornecimentode água, devido a quebra das adutoras – Foto: Em Tempo

Peso além do previsto

De acordo com um especialista consultado pela reportagem, a ponte não foi projetada para suportar tamanha pressão.

“Quando foi construída, não se imaginava que haveria tráfego acima de 100 toneladas. O material, com o tempo, sofre ação de intempéries, e o acúmulo de peso excessivo pode acelerar o desgaste e comprometer a segurança da estrutura”, explicou o engenheiro civil ouvido pelo jornal.

NANUQUE: Estrutura treme e balança com tanto peso

O especialista reforça que somente uma vistoria técnica completa, com laudos de inspeção e análises estruturais, pode determinar a real situação da ponte. “É indispensável um estudo detalhado para sabermos o quanto a estrutura ainda resiste e quais reparos são necessários”, completou.

Risco de falhas e vibrações

Entre os principais riscos apontados estão as falhas estruturais repentinas causadas pela sobrecarga e as vibrações excessivas provocadas pela passagem de veículos pesados em sequência. “Em determinadas situações, até o ritmo constante de veículos ou pessoas pode coincidir com a frequência natural da ponte, potencializando os danos e levando à interdição”, alerta o especialista.

NANUQUE: Estrutura treme e balança com tanto peso

Falta de fiscalização

Apesar das placas indicativas de limite de peso, não há controle efetivo sobre o tráfego de carretas no local. O uso da ponte por veículos que transportam blocos de granito e outras cargas volumosas é frequente, segundo relatos de moradores.

A reportagem não localizou representantes do município para comentar se há planos de vistoria ou de restrição de peso. Caso o poder público local não tenha condições de realizar o estudo, a orientação técnica é acionar o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), responsável pelas rodovias federais.

Preocupação nacional

A situação de Nanuque reflete um problema maior. De acordo com documento assinado por entidades como a Associação Brasileira de Engenharia e Consultoria Estrutural (Abece), ABMS, ABPE, ABNT, Ibracon, Alconpat e Iabmas, o Brasil possui 113.168 pontes rodoviárias, mas apenas 12.142 contam com registros de inspeção.
Do total, 1.039 estruturas estão em condição ruim ou crítica — com nota técnica igual ou inferior a 2. Um exemplo recente é a ponte Juscelino Kubitschek, sobre o rio Tocantins, que também registrava nota 2 antes de apresentar falhas graves.

Ligação estratégica

A Ponte Magalhães Pinto tem importância estratégica para a região. Ela integra o trajeto da BR-439, criada em 2009, durante o governo do então vice-presidente José de Alencar, ligando a BR-101, em Pedro Canário (ES), à BR-418, em Nanuque (MG).
Por cortar o centro da cidade, uma eventual interdição afetaria diretamente o comércio, o transporte e o cotidiano dos moradores.

O que pode ser feito

Especialistas defendem ações imediatas de prevenção, como limitar o peso permitido, impedir a passagem simultânea de múltiplas carretas e realizar inspeções regulares.

“Não se trata apenas de evitar prejuízos econômicos, mas de preservar vidas. A ponte é um patrimônio da cidade, e precisa ser tratada com responsabilidade”, concluiu o engenheiro.

Fonte: https://jornalemtempo.com/

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