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domingo, 30, novembro, 2025
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Como funcionam as IAs desenvolvidas pelo TCE para fiscalizar licitações em Minas Gerais

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Somente em 2025, Solaris e Apolo já analisaram e ajudaram a corrigir mais de R$ 8,1 bilhões em editais

Dois robôs criados pelo Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG) já analisaram e ajudaram a corrigir editais que, juntos, somavam mais de R$ 8,1 bilhões somente em 2025. A atuação preventiva de Solaris e Apolo, como foram batizados os sistemas, serve para apontar eventuais problemas como direcionamentos licitatórios, sobrepreços, compras incompatíveis e outras falhas que podem gerar desperdício de recursos.

Desenvolvidos pelo próprio Tribunal com base no Alice, robô da Controladoria-Geral da União (CGU), as ferramentas foram customizadas para a realidade mineira. O Solaris vasculha editais em geral, enquanto o Apolo é voltado à análise técnica de planilhas orçamentárias de obras e serviços de engenharia.

De acordo com o diretor de fiscalização integrada e inteligência do TCE (Suricato), Pedro Henrique Magalhães Azevedo, os robôs atuam como apoio aos auditores externos.

“Eles enviam alertas indicando possíveis problemas, que são analisados pelos servidores. A atuação humana é fundamental após o trabalho das ferramentas”, afirma.

Apolo

O Apolo examinou R$ 7 bilhões em licitações de obras e encontrou erros em R$ 5,8 bilhões, resultando em 61 alertas a prefeituras, consórcios e órgãos estaduais. Em quase 90% dos casos, os gestores fizeram correções, revogaram, anularam ou justificaram os editais, representando benefício direto de R$ 117 milhões aos cofres públicos, segundo cálculos do TCE.

Solaris

Já o Solaris, focado em editais de compras e concursos, analisou mais de 80 mil editais e gerou mais de 14 mil alertas automáticos no primeiro semestre. Foram oficiados 301 editais com potenciais irregularidades, que somam R$ 2,3 bilhões.

Montezuma

Em Montezuma, no Norte de Minas, um edital da prefeitura previa a compra de R$ 4,3 milhões em bebidas alcoólicas, o equivalente a 7% de toda a receita municipal. Após alerta do Solaris, o TCE suspendeu a licitação. Em outro município com menos de 5 mil habitantes, uma compra pública foi cancelada após a identificação de pedidos desproporcionais, como mais de 2 mil cadeiras, tablets, TVs e dezenas de eletrodomésticos.

Fonte: https://ofator.com.br/

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